AUTOSCOPIA NA AVALIAÇÃO FORMATIVA DA ORALIDADE EM ESPANHOL LÍNGUA ESTRANGEIRA NO ENSINO SUPERIOR EM PORTUGAL
DOI:
https://doi.org/10.34630/pel.v9i1.7147Palavras-chave:
autoscopia, avaliação formativa, autorregulação, oralidade, ELEResumo
Este artigo descreve e operacionaliza um procedimento de autoscopia (gravação e visionamento do próprio desempenho) integrado na avaliação formativa da oralidade em Espanhol Língua Estrangeira (ELE) no ensino superior em Portugal. A intervenção decorreu em contexto real, associada a uma tarefa final de simulação (“ir de compras”), com apoio digital para trabalho extra-aula. O dispositivo combinou rubrica com quatro descritores (eficácia comunicativa, uso da língua, nível discursivo e correção), autoavaliação individual após visionamento extra-aula, avaliação entre pares e avaliação docente, seguida de confronto de avaliações e definição de metas. Os resultados quantitativos (N=30) indicam desempenho global positivo na tarefa (M_docente=14.75, DP=1.65, escala 0–20), mas revelam um gap avaliativo sistemático: a autoavaliação foi, em média, superior à avaliação docente (M_auto=16.96, DP=1.70; Docente−Auto: M=-2.21, DP=2.07; t(29)=-5.85, p=0.000002; d_z=-1.07). Por descritor, o maior desfasamento ocorreu em Eficácia Comunicativa (Docente−Auto = −3.33), seguindo-se Uso da Língua (−2.67), Nível Discursivo (−1.67) e Correção (−1.17). A evidência qualitativa da ficha de reflexão sugere que o vídeo apoiou o diagnóstico de fragilidades e a formulação de metas, persistindo, contudo, a referência a nervosismo associado à filmagem. Discute-se como implementar a autoscopia com baixo custo, mitigando efeitos de ameaça, e como usar o vídeo para promover literacia de avaliação e autorregulação na oralidade em ELE.
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