Epidemiologia da Leptospirose: Análise para controlo de risco na Região Autónoma dos Açores. Revisão sistemática
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Keywords

Leptospirose humana
Epidemiologia
Açores
Roedores
Controlo de pestes

How to Cite

Raposo, M., Amorim, M., Mota, S., Ferreira, S., & Lamas, M. C. (2026). Epidemiologia da Leptospirose: Análise para controlo de risco na Região Autónoma dos Açores. Revisão sistemática . Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health, 4(3), 14. https://doi.org/10.26537/prpaeh.v4i3.7190

Abstract

Enquadramento: A leptospirose é uma infeção zoonótica causada por espiroquetas do género Leptospira.  Estas bactérias colonizam os túbulos renais de diversos animais e são excretadas na urina, contaminando o solo e a água [1]. A transmissão ao ser humano ocorre acidentalmente através de feridas cutâneas ou contacto das mucosas com ambientes contaminados, causando sintomas inespecíficos. O que contribui para o subdiagnóstico da doença, e reforça a relevância da realização de estudos epidemiológicos [2]. A frequência da doença varia segundo fatores de risco, tornando pertinentes os estudos epidemiológicos em regiões consideradas de maior vulnerabilidade [3]. Objetivo: Sistematizar informação disponível sobre a epidemiologia mundial da leptospirose; Correlacionar fatores de risco identificados com as caraterísticas epidemiológicas da Região Autónoma dos Açores (RAA) e contribuir na divulgação de medidas de prevenção nesta região. Métodos: Revisão sistemática da literatura desenvolvida segundo o conceito PICO, as guidelines da PRISMA e critérios de inclusão/exclusão. Foram analisados dados relativos a características geodemográficas, sociais, fatores de risco ambientais e ocupacionais, e espécies identificadas. Resultados: Foram analisados 31 artigos. Pela análise dos dados, a epidemiologia da RAA é semelhante à observada noutras regiões endémicas a nível mundial. O grupo mais afetado são os agricultores do sexo masculino, com idades entre 25-64 anos, devido à exposição a roedores ou contacto com água, fezes ou solo contaminados.  A espécie mais prevalente, Leptospira icterohemorrhageae, está associada a formas graves de leptospirose [4]. O clima subtropical da região facilita a sua sobrevivência e persistência ambiental. Conclusão:  A leptospirose mantém-se um problema relevante de saúde pública na RAA, evidenciando padrões epidemiológicos semelhantes aos descritos internacionalmente [5]. Como a epidemiologia desta Região se equipara a outras regiões endémicas, devem ser implementadas estratégias preventivas já descritas, como higienização pessoal, controlo de roedores, vacinação animal e sensibilização da população, para reduzir a incidência da doença [6].

https://doi.org/10.26537/prpaeh.v4i3.7190
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References

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