Valorização de matérias-primas e subprodutos da cerveja artesanal com potencial para aplicação cutânea

Autores

  • Joana Reis Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto, Rua Dr. Bernardino de Almeida, 4200-072, Porto, Portugal
  • Cláudia Pinho REQUIMTE/LAQV, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico do Porto, Rua Dr. António Bernardino de Almeida, 4200-072 Porto, Portugal 
  • Ana Isabel Oliveira REQUIMTE/LAQV, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico do Porto, Rua Dr. António Bernardino de Almeida, 4200-072 Porto, Portugal 

DOI:

https://doi.org/10.26537/prpaeh.v4i3.7402

Palavras-chave:

Cerveja artesanal, Matérias-primas, Subprodutos, Pele

Resumo

Enquadramento: A cerveja é a forma mais comum de consumo de álcool na Europa, representando 40% do álcool consumido [1]. Durante a sua produção, são utilizadas matérias-primas ricas em compostos fenólicos, que tornam os produtos e resíduos da produção alvo de interesse na produção de suplementos alimentares e cosméticos [2]. Objetivo: Avaliar as atividades antioxidante e de fotoproteção, das matérias-primas e dos resíduos produzidos ao longo da cadeia de produção da cerveja artesanal. Métodos: Obtiveram-se extratos aquosos de maltes pilsner (MPA) e caramunich type III (MCA), bem como de trub (TA). Foram realizados ensaios de determinação do teor total de compostos fenólicos (TPC), ensaios antioxidantes (ABTS e FRAP), determinação da fotoproteção pela determinação do fator de proteção solar (FPS) e capacidade de absorção UV. Resultados: Na determinação do TPC obteve-se para MPA 1,73±0,17 mgGAE/g extrato, para MCA 6,62±0,05 mgGAE/g extrato e para TA 0,44±0,02 mgGAE/g extrato. Quanto aos ensaios antioxidantes no ABTS obteve-se IC50=209,42±1,01 μg/mL, para MPA, IC50=38,69±0,37 μg/mL para MCA e IC50=632,99±4,07 μg/mL, para TA, utilizou-se como controlo positivo o Trolox. Já no FRAP obteve-se para MPA 306,86±8,96 μmol TE/g extrato, para MCA 53,32±1,14 μmol TE/g extrato e para TA 5,30±0,06 μmol TE/g extrato. Quanto à determinação da fotoproteção foi utilizado como controlo um protetor solar (FPS 30-50), obteve-se para MPA FPS=56,11±3,60, para MCA FPS=52,56±4,40 e para TA FPS=34,67±1,44. Na capacidade de absorção UV observou-se um pico na absorção a 200nm com coeficiente de absorção UV de 715,56±8,31 no MPA, de 344,44±1,57 no MCA e de 511,11±4,16 no TA, o mesmo não aconteceu no controlo, onde se obteve um pico de absorção a 300 um. Conclusões: Os resultados evidenciam o elevado potencial de valorização das matérias-primas e, ainda que em menor grau, dos subprodutos da produção cervejeira, reforçando a sua aplicação sustentável como fontes bioativas em formulações com aplicabilidade nas indústrias cosmética e farmacêutica.

Referências

1. World Health Organization. Global status report on alcohol and health and treatment of substance use disorders. Em: Global status report on alcohol and health and treatment of substance use disorders. 2024.

2. Censi R, Vargas Peregrina D, Gigliobianco MR, Lupidi G, Angeloni C, Pruccoli L, et al. New Antioxidant Ingredients from Brewery By-Products for Cosmetic Formulations. Cosmetics. 7 de outubro de 2021;8(4):96. doi:10.3390/cosmetics8040096

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Publicado

29-06-2026

Como Citar

Reis, J., Pinho , C., & Oliveira, A. I. (2026). Valorização de matérias-primas e subprodutos da cerveja artesanal com potencial para aplicação cutânea. Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health, 4(3), 38. https://doi.org/10.26537/prpaeh.v4i3.7402

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