Antiepiléticos de Primeira Geração: Evidência da Monitorização Laboratorial
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Palavras-chave

Fármacos antiepiléticos
Monitorização terapêutica de fármacos
Ácido valpróico
Carbamazepina
Fenitoína
Fenobarbital

Como Citar

Reisinho, S., Amorim, M., & Lamas, M. C. (2026). Antiepiléticos de Primeira Geração: Evidência da Monitorização Laboratorial. Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health, 4(3), 26. https://doi.org/10.26537/prpaeh.v4i3.7193

Resumo

Enquadramento: A monitorização laboratorial dos fármacos antiepiléticos constitui uma ferramenta essencial na prática clínica, permitindo otimizar a eficácia terapêutica e minimizar riscos. Apesar dos antiepiléticos de primeira geração (ácido valpróico, carbamazepina, fenitoína e fenobarbital) apresentarem uma janela terapêutica estreita e elevada variabilidade farmacocinética [1], continuam a ser amplamente utilizados. Assim, a monitorização terapêutica de fármacos (TDM) é recomendada para individualizar a terapêutica e reduzir a toxicidade [2,3]. Objetivo: Avaliar a relevância da monitorização laboratorial de antiepiléticos de primeira geração a partir da caracterização dos respetivos níveis séricos Métodos: Estudo observacional descritivo, baseado na análise de dados laboratoriais obtidos no Serviço de Patologia Clínica da Unidade Local de Saúde de Braga. Após aplicação dos critérios de inclusão/exclusão, foram analisados 1281 determinações séricas de doentes adultos, entre janeiro e dezembro de 2024. Realizou-se análise estatística descritiva e classificação dos resultados em níveis em subterapêuticos, terapêuticos e supraterapêuticos. Resultados: A idade média foi de 59 anos (desvio padrão=17,43), com distribuição semelhante  entre sexos (homens: 50,87%; mulheres: 49,13%). Nos doentes tratados com ácido valpróico, apesar de 52,7% dos doseamentos séricos se situarem em níveis terapêuticos, observou-se elevada dispersão e presença de valores supraterapêuticos, associados a maior risco de toxicidade [4]. Para a carbamazepina, 65% dos doseamentos encontravam-se em níveis terapêuticos e 21% em níveis supraterapêuticos. Relativamente ao fenobarbital, 62% dos resultados situaram-se em níveis terapêuticos, com variabilidade moderada. Nos doentes tratados com fenitoína, apenas 25% dos doseamentos se situaram em níveis terapêuticos, enquanto 63% apresentavam valores subterapêuticos, e 12% valores supraterapêuticos, o que é consistente com a sua cinética não linear [5]. Conclusões: Os resultados revelam a elevada variabilidade interindividual destes fármacos e reforçam a importância da TDM para assegurar um equilíbrio entre eficácia e segurança, funcionando como um apoio indispensável ao clínico na individualização da terapêutica e na prevenção de efeitos adversos.

https://doi.org/10.26537/prpaeh.v4i3.7193
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Referências

[1] Johannessen Landmark C, Johannessen SI, Patsalos PN. Therapeutic drug monitoring of antiepileptic drugs: current status and future prospects. Expert Opin Drug Metab Toxicol. 2020;16(3):227–38.

[2] Al-Roubaie Z, Guadagno E, Ramanakumar AV, et al. Clinical utility of therapeutic drug monitoring of antiepileptic drugs: systematic review. Neurol Clin Pract. 2020;10(4):344–55.

[3] Knezevic CE, Marzinke MA. Clinical use and monitoring of antiepileptic drugs. J Appl Lab Med. 2018;3(1):115–27.

[4] Greenberg RG, Melloni C, Wu H, Gonzalez D, Ku L, Hill KD, et al. Therapeutic index estimation of antiepileptic drugs: a systematic literature review approach. Clin Neuropharmacol. 2016;39(5):232-240.

[5] Patsalos PN. Clinical pharmacokinetics of phenytoin and other antiepileptic drugs. Clin Pharmacokinet. 2013;52(9):707-725.

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Direitos de Autor (c) 2026 Sara Reisinho, Manuela Amorim, Maria Céu Lamas (Author)