Circuito do medicamento intra-hospitalar: a redução do circuito de papel para aumento da segurança do doente
DOI:
https://doi.org/10.26537/prpaeh.v1i3.5424Palavras-chave:
farmácia hospitalar, sistemas de informação, segurança do pacienteResumo
Enquadramento: O desenvolvimento de novas tecnologias permitiu a informatização do processo clínico e automatização de vários processos integrantes do circuito do medicamento intra-hospitalar, tais como, a produção ou distribuição [1]. Contudo, quer por requisitos legais, sistemas informáticos limitados ou inércia das equipas, tendia a ser um serviço burocrático e no qual o uso inadequado e excessivo de papel não acompanhava o processo de transformação digital na saúde [2]. Sabe-se que a melhoria do fluxo de trabalho leva à otimização do serviço prestado [2,3]. Objetivo: Fazer um levantamento das etapas do circuito do medicamento onde o papel estava instituído e substituir por métodos mais seguros, rápidos e informatizados. Métodos: Para suporte bibliográfico foram pesquisados artigos na base de dados Pubmed sem aplicação de limite temporal ou de tipologia. Na prática foram identificadas e priorizadas as etapas que careciam de informatização no circuito do medicamento. Resultados: O excesso de tarefas administrativas alocadas a profissionais como os Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT) tornou premente a análise das etapas onde o circuito de papel poderia ser eliminado/substituído. A mudança do sistema informático de prescrição médica permitiu criar módulos de medicamentos em modelo de armazém avançado controlados a partir do registo de administração por doente; foram reforçados os acessos ao SI às equipas médica e de enfermagem e eliminaram-se os pedidos de medicamentos em papel. Criou-se um circuito de autorização das justificações médicas totalmente informatizado. Conclusões: Com a implementação destas medidas, reduziu-se o tempo despendido pelos TSDT em tarefas administrativas, melhorou-se a rastreabilidade dos medicamentos que constavam no stock dos serviços clínicos e evita-se a perda de informação por extravio de papéis. Conclui-se, portanto, que a aposta na informatização total do circuito do medicamento deve ser priorizada pois garantindo que não existe qualquer informação fora do sistema, aumenta-se a segurança doente.
Referências
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