Edições Anteriores

  • XIV Encontro de CTDI - A desinformação na era da informação
    2020

    O XIV Encontro CTDI apresenta-se como um fórum de reflexão sobre a Informação na era da desinformação a decorrer de forma virtual no dia 3 de dezembro de 2020.

    ​Parece um paradoxo mas é uma realidade – e muito preocupante - existir desinformação numa sociedade predominantemente  digital, em que o que mais abunda é a informação propagada em quantidades e velocidades vertiginosas. Se as novas TIC vêm facilitar o acesso e produção mais generalizado e democratizado à informação também podem ser veículos facilitadores da propagação de qualquer tipo de informação, sem filtros de veracidade ou qualidade.

    A desinformação, também associada às fake news, é considerada como informação falsa, criada e divulgada para a obtenção de benefícios económicos, com o propósito de enganar deliberadamente os utilizadores da mesma, causando-lhes prejuízo e muitas vezes prejuízo público, o que representa uma ameaça aos seus direitos fundamentais de cidadãos.

    Associado a este problema não está só a questão da produção da informação mas também a adoção de comportamentos digitais que passam pela partilha da mesma ou pela publicação de comentários em redes sociais, tantas vezes sem as precauções que garantam a necessária credibilidade informacional.

    Um destaque maior será dado aos profissionais da informação cujo papel é crucial no combate à desinformação, gerindo e ajudando outros a gerir informação fiável e determinante para a satisfação de necessidades informacionais, enfim, garantindo as condições para um adequado e responsável processo decisório, fundamental para o sucesso dos indivíduos e organizações.

    O XIV Encontro de CTDI é, mais uma vez, um espaço privilegiado de reflexão sobre este tema atual, em que se pretende partilhar com o público diversificado – alunos, académicos e profissionais - saberes, experiências e boas práticas, de forma a combater esta realidade negativa e que exige de todos esclarecimento e desenvolvimento de espírito crítico, para além das políticas e legislação existente sobre a matéria.

    Os subtemas do XIV Encontro de CTDI:

    ​- a desinformação e o papel do profissional da informação; 

    - as causas da desinformação nas organizações; 

    - a sobrecarga informacional; 

    - os efeitos da desinformação; 

    - as formas de combater a desinformação; 

    - a informação enquanto recurso; 

    - boas práticas no uso da informação e das tecnologias no combate à desinformação; 

    - a inclusão digital; 

    - a literacia e outras de interesse. 

  • XIII Encontro de CTDI - Transformação digital: Novos desafios para a Gestão da Informação
    2019

    O XIII Encontro de CTDI intitulado “Transformação Digital: Novos Desafios para a Gestão de Informação” pretende ser um momento de reflexão partilhada entre os diferentes atores da área de Ciência da Informação e irá contar, uma vez mais, com a participação de oradores nacionais e estrangeiros. Este ano o XII Encontro de CTDI estreia um novo formato tendo aberto uma chamada de trabalhos, por forma a de um modo mais abrangente, despoletar a discussão desta temática.

    O crescimento informacional, ao nível de volume, velocidade, variedade e complexidade, bem como a crescente importância da informação para todos os setores, torna os profissionais da informação elementos cruciais para a sua gestão, não importa a organização. De facto, em pleno séc. XXI a nossa vivência em rede subsiste e reforça-se na dimensão virtual assente em dados. Caminhamos para a concretização da Web Semântica, procuramos estabelecer modelos de estruturação de dados mais completos e complexos e a sua ligação através de relacionamentos semânticos.

    Este ano o tema centra-se nos grandes conjuntos de dados que se encontram armazenados um pouco por todo o mundo – Big Data. Esta expressão (Big Data) associa-se aos 5 V: velocidade, volume, variedade, veracidade e valor. Efetivamente, a informação é, hoje o pilar da atual sociedade, no entanto, dado a quantidade de informação armazenada e disponível para posterior consulta, podemos identificar alguns dos desafios que se colocam atualmente e que se centram na análise, recolha, gestão e manutenção, pesquisa, partilha, armazenamento, transferência, visualização e, por fim, a privacidade dos dados. Facilmente se percebe que os desafios se centram ora nas questões físicas, ora nas questões virtuais associadas aos dados mas ainda nas questões legais e de privacidade de dados bem como na falta de profissionais com competências para lidar com a informação.

    Assim, o XIII Encontro CTDI irá ser um espaço de reflexão e discussão sobre a Transformação Digital, mantendo a sua tradição de fórum de partilha e debate no âmbito da Ciência da Informação.

     

  • XII Encontro de CTDI - Big Data: As novas fontes de informação e conhecimento
    2018

    O XII Encontro de CTDI intitulado “Big data: as novas fontes de informação e conhecimento” pretende ser um momento de reflexão partilhada entre os diferentes atores da área de Ciência da Informação e irá contar, uma vez mais, com a participação de oradores nacionais e estrangeiros. Este ano o XII Encontro de CTDI estreia um novo formato tendo aberto uma chamada de trabalhos, por forma a de um modo mais abrangente, despoletar a discussão desta temática.

    O crescimento informacional, ao nível de volume, velocidade, variedade e complexidade, bem como a crescente importância da informação para todos os setores, torna os profissionais da informação elementos cruciais para a sua gestão, não importa a organização. De facto, em pleno séc. XXI a nossa vivência em rede subsiste e reforça-se na dimensão virtual assente em dados. Caminhamos para a concretização da Web Semântica, procuramos estabelecer modelos de estruturação de dados mais completos e complexos e a sua ligação através de relacionamentos semânticos.

    Este ano o tema centra-se nos grandes conjuntos de dados que se encontram armazenados um pouco por todo o mundo – Big Data. Esta expressão (Big Data) associa-se aos 5 V: velocidade, volume, variedade, veracidade e valor. Efetivamente, a informação é, hoje o pilar da atual sociedade, no entanto, dado a quantidade de informação armazenada e disponível para posterior consulta, podemos identificar alguns dos desafios que se colocam atualmente e que se centram na análise, recolha, gestão e manutenção, pesquisa, partilha, armazenamento, transferência, visualização e, por fim, a privacidade dos dados. Facilmente se percebe que os desafios se centram ora nas questões físicas, ora nas questões virtuais associadas aos dados mas ainda nas questões legais e de privacidade de dados bem como na falta de profissionais com competências para lidar com a informação.

    Assim, o XII Encontro CTDI irá ser um espaço de reflexão e discussão sobre o Big Data, mantendo a sua tradição de fórum de partilha e debate no âmbito da Ciência da Informação.

  • XI Encontro de CTDI - Gestores de Informação para o Século XXI
    2017

    Nesta edição, o título escolhido é “Gestores de informação para o século XXI”, mais um mote para uma habitual reflexão partilhada e de qualidade entre a comunidade académica, profissionais e investigadores da área da Ciência da Informação, com participação de oradores nacionais e estrangeiros.

    Assim, de acordo com um perfil de competências variado que envolve várias áreas, tais como a informação, tecnologias, comunicação, gestão e outros saberes, tal como previsto no Euro-referencial I-D, da autoria do European Council of Information Associations, eis que este novo Profissional tem de se re/construir, de acordo com as inúmeras mudanças de um século, dominado pelo paradigma digital.

    Saber gerir, mediar e usar a informação adequadamente, em suportes diversificados, bem como conhecer os diferentes tipos de utilizadores do serviço de informação ou ainda assumir uma atitude proativa, de aproximação diversificada, de diálogo presencial e/ou virtual com os referidos utilizadores, dominando e usando as novas tecnologias da informação e comunicação são imperativos a que não se pode escapar presentemente.

    Em suma, desenvolver-se holisticamente, conjugando a vertente científica, técnica e relacional, individual e colaborativamente, disponibilizando eficientemente aos outros – indivíduos e/ou organizações – informação de qualidade, in/formando-os e contribuindo rapidamente para a satisfação das suas necessidades informacionais, tudo são aspetos a não esquecer no quotidiano de um gestor da informação de hoje e do futuro.

    Neste Encontro, a partilha de boas práticas contribuirá, seguramente, para inspirar os gestores de informação do século XXI e para lhes lembrar que devem ter horizontes largos, devendo agarrar oportunidades e ser oportunos, inovando e sendo criativos na sua missão de serviço.

  • X Encontro de CTDI - Sobrecarga Informacional e Infopoluição: Visões individuais e organizacionais
    2016

    No nosso quotidiano profissional, académico, social e familiar somos inundados de informação que nos chega por vários meios, com predominância da internet. Acontece também que procuramos voluntariamente a informação, para resolvermos problemas informacionais, com que nos vamos deparando nas mais diversas situações e momentos.


    Se a ausência, escassez ou limitações de acesso à informação, no passado, eram um problema, nos dias de hoje, a proliferação da mesma e uma acessibilidade quase ilimitada e alargada a um maior número de cidadãos pode ser entendido como um sinal de progresso.


    No entanto, a sobrecarga ou overload informacional também pode ser encarada como poluidora dos ambientes informacionais, representando uma barreira no âmbito da seleção daquela informação que preenche requisitos de qualidade e que é adequada para suprir as necessidades informacionais dos utilizadores.


    Saber separar o trigo do joio informacional: eis a questão, num mundo em que predomina a informação digital. E para quem deseja recuperar o trigo, de uma forma rápida e eficiente, condições essenciais para o sucesso e competitividade das organizações e dos seus profissionais, há que saber procurá-lo bem.


    Para se obter e comunicar informação de qualidade, há que saber pesquisar, selecionar, avaliar, utilizar e comunicá-la, obedecendo a princípios éticos e a partir de diferentes suportes. Tal corresponde a competências de gestão da informação, onde se incluem competências de literacia da informação, que os indivíduos devem possuir, destacando-se, dentre eles, os Profissionais da Informação. Destes dever-se-á esperar um contributo qualificado, na luta contra a poluição informacional, seja desenvolvendo o seu trabalho de forma isolada e/ou em trabalho colaborativo, mas tendo sempre presente uma perspetiva crítica face à informação com que lidam.


    Na sua 10ª edição, o Encontro da Licenciatura de Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação - CTDI, intitulado Sobrecarga informacional e infopoluição: visões individuais e organizacionais, pretende congregar saberes e experiências diversificados de profissionais de áreas distintas e que, de forma crítica, se preocupam em recorrer a estratégias que minimizem o impacto de uma quantidade excessiva de informação, selecionando adequada e eficazmente a informação credível e de qualidade.

  • IX Encontro de CTDI: Resiliência organizacional: o poder da informação
    2015

    Na sociedade atual e no universo organizacional, onde as mudanças e crises se instalam, criando instabilidades, incertezas e stress nos colaboradores, é fundamental desenvolver a capacidade de resistência a todas as adversidades oriundas do meio interno e externo.

    Aos Profissionais da Informação, na sua imprescindível tarefa de gestão da informação para o sucesso organizacional, caberá uma adequada conceção e gestão de recursos tecnológicos, humanos e económicos, de modo a superar adversidades várias, dentre as quais se destaca a financeira.

    Para a sã sobrevivência dos indivíduos e para a excelência das organizações em que eles desenvolvem a sua atividade profissional, em cenários complexos, inseguros, em que pressões de vária ordem ocorrem, é necessária a adoção de estratégias de adaptação a novas situações, a capacidade de resolução de problemas, a prevenção de situações desreguladoras, através de uma gestão ponderada da Mudança, revelando-se os processos de ordem informacional cruciais nesse processo.

    A busca incessante do conhecimento, a ênfase no trabalho colaborativo, a valorização do empreendedorismo, a proatividade e a inovação como estratégias para a atingir a resiliência podem ser alguns dos caminhos possíveis para ultrapassar obstáculos e obter vantagens em momento de crise.

    Proporcionando um debate de ideias e partilha de experiências diversificadas, o IX Encontro CTDI elege como eixo de reflexão nuclear a Informação e o seu papel decisivo no âmbito da resiliência organizacional, pretendendo lançar sementes para a superação de constrangimentos permanentes ou novos a que as organizações do século XXI estão sujeitas.

  • VIII Encontro CTDI: Organizações digitais: entre informação e conhecimento
    2014

    As organizações digitais são aquelas que conseguem integrar a infraestrutura tecnológica nas suas componentes básicas (cultura, pessoas e processos). Nestas organizações, a informação materializa-se em objetos digitais muito diversificados, os quais suscitam novas possibilidades e novos desafios em termos de criação, organização, partilha, uso e preservação. Simultaneamente, a produção da informação, a sua reprodução, envio e receção, através de dispositivos eletrónicos, ocupa grande parte da rotina diária dos seus colaboradores, criando um ecossistema propício ao conhecimento individual e organizacional.

    O VIII Encontro CTDI irá refletir e discutir sobre estas organizações digitais, procurando continuar a sua tradição de fórum de partilha no âmbito da Ciência da Informação.

  • VII Encontro de CTDI: Informação, ciência e tecnologia: fusão para a inovação
    2013

    A convergência entre a Informação, a Ciência e a Tecnologia, num ponto ideal de fusão, será o impulso e o fundamento para os processos de inovação que tornam o futuro presente.

    Neste pressuposto, importa refletir sobre o contexto atual no que toca à diversificação de meios e formatos de acesso à informação e aos processos de desenvolvimento científico e tecnológico, fomentando uma cultura da informação adaptada à realidade digital.

    Em paralelo, o conhecimento e a análise de cenários de fusão entre a Informação, a Ciência e a Tecnologia, também exemplos de projetos de inovação, constituirá um bom patamar para responder aos desafios do presente e perspetivar o futuro.

    Serão estas as linhas orientadoras do VII Encontro CTDI que, à semelhança dos anos anteriores, procura constituir-se como um fórum de reflexão e partilha no âmbito das Tecnologias e Ciência da Informação.

  • VI Encontro de CTDI: O profissional de Informação: Realidades e Desafios
    2012

    A disseminação das Tecnologias da Informação e Comunicação, em todas as áreas da ação humana, formatou um contexto com grandes desafios no âmbito da criação, pesquisa, avaliação, seleção, organização e difusão da informação. O perfil de formação e as competências técnicas exigidas aos profissionais tradicionalmente ligados ao tratamento da informação registada (arquivistas, bibliotecários e documentalistas) sofreram alterações profundas para se adaptar ao cenário digital.

     

    Passados dez anos sobre o início da Licenciatura em Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação (CTDI), criada para responder às exigências desse novo contexto, impõe-se fazer uma reflexão sobre este perfil de formação reconfigurado, com uma abordagem comparativa internacional, considerando as realidades do momento atual e os desafios emergentes.

     

    As organizações e os seus atores precisam de tempo para aceder e usar a informação e não podem desperdiçá-lo procurando essa informação. Os repositórios digitais académicos, de âmbito nacional ou institucional, promovem a concretização deste pressuposto facilitando o acesso à informação científica e técnica. Os catálogos, instrumentos centenários de acesso aos documentos, assumem formas inovadoras e facilitam novos modos de interação com os utilizadores, aperfeiçoando a sua função primordial de localização da informação.

     

    Assim, este VI Encontro CTDI apresenta-se como um fórum de reflexão sobre o papel dos profissionais da informação enquanto motores de mudança, inovação e melhoria no contexto organizacional e social.

  • V Encontro de CTDI: Informação. Economia. Poder
    2011

    Desde as últimas décadas do século XX, os desenvolvimentos tecnológicos aplicados à criação, difusão, uso e transformação da informação foram uma alavanca para o surgimento de uma nova economia. Manuel Castells apresentou-a como a economia informacional, global e em rede. A produtividade e a competitividade das organizações passaram a ser determinadas em grande medida pela sua capacidade em gerar, processar e aplicar adequadamente a informação. Mais do que nunca antes, a economia aprofundou a sua ligação à informação, reconfigurando também novos meios e modelos de poder.
    Num momento de crise vivida e sentida pela sociedade no seu todo (governo, empresas e indivíduos), importa reflectir sobre esse trinómio informação, economia e poder, que dá nome ao V Encontro de CTDI.
    Não existem receitas milagrosas para optimizar a agregação de valor à informação nas organizações, mas é possível identificar alguns postulados susceptíveis de melhorar a gestão deste recurso intangível, com base numa abordagem científica alicerçada nos fundamentos da Ciência da Informação. As comunicações apresentadas neste V Encontro de CTDI irão procurar demonstrar isso mesmo, com base na análise de estudos de caso de sucesso e de projectos inovadores.
    Num contexto em permanente transformação, o sucesso das organizações nunca foi tão fácil nem, paradoxalmente, tão frágil porque a flexibilidade e a capacidade de reacção são essenciais para o seu equilíbrio. Importa saber sintetizar de forma dinâmica os opostos, como o caos e a ordem ou o micro (indivíduo) e o macro (ambiente). A análise do papel da informação no comportamento organizacional favorece uma postura dinâmica de adaptação da organização à inexorável mudança interna e externa. Também os espaços de trabalho colaborativo potenciam um aproveitamento efectivo do conhecimento dentro das organizações, promovendo o seu sucesso num contexto em permanente agitação.
    Com condições de financiamento cada vez mais difíceis e exigentes, os serviços de informação, em qualquer tipo de organização ou contexto, têm de evidenciar a sua capacidade para garantir o retorno do investimento. Os custos que lhes estão associados precisam de ser cobertos pelos benefícios percepcionados pelos seus utilizadores e pelas mais-valias globais para a organização (mais produtividade, mais competitividade, mais inovação, melhor imagem interna e externa, etc). Neste âmbito, serão discutidos o valor económico que os utilizadores atribuem aos recursos de informação, as potencialidades derivadas da gestão da informação em bibliotecas de ensino superior bem como da implementação de um espaço de investigação virtual.

  • IV Encontro de CTDI: Mediação da Informação - Perspectivas Transversais
    2010

    A rapidez da acessibilidade a uma oferta quase ilimitada e gratuita de informação proporcionada pela Internet transformou as expectativas dos indivíduos relativamente aos aspectos relacionados com o papel dos profissionais e dos sistemas tradicionalmente envolvidos na intermediação entre os sujeitos e a informação. Nesta sociedade da abundância (Anderson, 2006), a pesquisa individual de informação tornou-se uma rotina do quotidiano para todos os sujeitos, no decorrer das suas actividades enquanto alunos, profissionais, cidadãos ou consumidores, dando-lhes uma sensação de confortável auto-suficiência.

    Contudo, essa autonomia baseia-se em tecnologias e estruturas que tornam o sujeito que procura informação altamente dependente, reconfigurando, portanto, novas formas de mediação em áreas transversais a todos os sectores de actividade. Simultaneamente, aparecem novas oportunidades, novas formas de contacto e novas exigências no campo da informação.

    Num cenário de oferta inesgotável de conteúdos e de interconectividade simultânea de milhões utilizadores, em contraste com as escolhas e os contactos limitados de antes, a competitividade torna-se global e a criatividade capaz de conduzir à inovação afirma-se como uma condição elementar do sucesso. O acesso à informação, quer através da pesquisa (pressupondo o uso estruturado pelo utilizador dos instrumentos de pesquisa da informação) quer através da navegação (processo simples e intuitivo, resultando de um caminhar saltitante e bastante aleatório entre recursos informacionais) constitui-se inevitavelmente como um pilar da inovação.

    Na segunda metade da década de noventa, vários factores tecnológicos conduziram à alteração da disseminação da informação governamental alargando os espaços e os momentos de contacto entre os cidadãos e a administração. O incremento na criação de informação directamente em suporte digital bem como melhorias nas infra-estruturas de telecomunicações foram determinantes para a modificação de práticas de relacionamento centenárias. Os serviços do Estado diminuíram os custos de gestão e tornaram-se potencialmente mais próximos dos cidadãos, desde que estes tenham meios e competências tecnológicas adequadas.

    Neste contexto, impõe-se a formação precoce dos indivíduos, dotando-os de competências de pesquisa, acesso, avaliação e uso da informação e das tecnologias associadas, tarefa a ser levada a cabo por diferentes agentes educativos e destacando-se, nesse âmbito, o contributo determinante das bibliotecas escolares. Em Portugal, nos últimos anos, tem havido uma aposta estruturada na criação de uma rede de bibliotecas escolares, capaz de responder aos novos desafios colocados pela democratização do acesso aos sistemas de informação. É neste contexto que se está a reconfigurar o papel de mediador dos professores-bibliotecários, os quais enfocam cada vez mais a sua intervenção na formação e no apoio aos alunos (utilizadores de recursos informacionais), no sentido de os ajudar a saberem criar o seu próprio caminho enquanto estudantes, mas também futuros cidadãos e profissionais.

    Acesso à Informação e Inovação

    A revolução da informação tem vindo a alterar o mundo de forma profunda e irreversível, chamando a atenção para questões vitais em todas as vertentes da sociedade tais como a criação, a gestão e utilização da informação, a comunicação e as tecnologias da informação. Nos últimos anos o desenvolvimento tecnológico e as mudanças na quantidade e no acesso à informação têm vindo igualmente a influenciar a natureza do trabalho do mediador da informação que terá, cada vez mais, de lidar com a informação digital que passou a ser autónoma, ou seja, dissociável do seu suporte, acessível em qualquer lugar e em qualquer momento, num qualquer dispositivo.

    Bibliotecas Escolares: uma ponte para o conhecimento

    Os actuais avanços tecnológicos, a economia, as políticas globais e a valorização da informação e do conhecimento, a par das capacidades e competências exigidas pelo mercado trabalho e o multiculturalismo social apresentam-se como um desafio relativamente à igualdade de oportunidades/inclusão. Um dos grandes problemas actuais é o elevado número de pessoas que são excluídas de participação efectiva, na vida económica, social, política e cultural das suas comunidades. Uma sociedade assim não é eficiente nem segura. Deste modo, para as Bibliotecas Escolares, paralelamente ao apoio à actividade lectiva, o repto actual é tornar as práticas da efectiva democratização do ensino acessíveis a todos, em todo o lado e a toda a hora, através da literacia informacional e do desenvolvimento de competências que possibilitem ao indivíduo formar-se ao longo da vida.

    Governo Digital

    Na actualidade, a relação entre o Estado e os cidadãos depende em grande medida de factores tecnológicos, os quais determinaram mudanças significativas nas formas de criação, disseminação e utilização da informação governamental. O uso das Tecnologias da Informação e Comunicação aumentou a capacidade info-comunicacional dos órgãos estatais e levou a uma redistribuição do poder entre a administração e a sociedade que pode, assim, tornar-se mais interventiva na tomada de decisões. Apareceram novas oportunidades para o contacto entre as instituições governamentais e os cidadãos, ajudando a renovar a imagem da administração pública, enfatizando a sua eficácia e proximidade. Surgem, assim, novas formas de governo que importa conhecer e sobre as quais se deve reflectir.

  • III Encontro de CTDI: Web 2.0 na Ciência da Informação
    2007

    O III Encontro do curso de Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação (CTDI) da ESEIG, subordinado ao tema “Web 2.0 na Ciência da Informação”, pretende dar continuidade a uma iniciativa organizada, pela primeira vez, em 2005, tendo, então, assumido uma periodicidade anual.

    O êxito das edições anteriores deste evento reforçou a vontade de prosseguirmos com o objectivo então traçado: a partilha de saberes e experiências diversificadas, no âmbito das Ciências e Tecnologias da Informação, de modo a proporcionar o debate, a difusão e o desenvolvimento do conhecimento na matéria.

    Os Encontros têm como público alvo os actuais e futuros Profissionais da Informação bem como gestores de empresas.

    O Tema deste III Encontro, Web 2.0, é encarado por nós como verdadeiramente actual e pertinente pois vem realçar ainda mais a importância da Ciência da Informação, neste mundo em que o cidadão comum, ao invés de mero consumidor, se torna actor não só na produção de informação, como na sua distribuição e relevância, por virtude de novas aplicações e da, cada vez maior, ubiquidade de mecanismos e locais de acesso. Assim, qualquer cidadão pode ser também produtor com uma facilidade até agora nunca vista.

    A emergência do paradigma do “utilizador como conteúdo” é apenas uma das revoluções criadas pela adopção destas ferramentas a nível global: muitos outros novos desafios se colocam aos Profissionais da Informação, seja na projecção dos seus serviços na blogosfera, seja na avaliação da qualidade da informação agora disponível, seja na sempre crescente necessidade de dotar o cidadão das competências necessárias para aferir a relevância, autoridade e qualidade da informação recuperada.

    Por outro lado, as novas esferas de comunicação humana, desde a blogosfera aos mundos virtuais, passando pelas comunidades online, apresentam desafios aos Profissionais da Informação que, apesar de estarem perfeitamente contemplados nos referenciais de competências com que foram dotados no seu percurso académico, urge revisitar: Qual o nosso papel na web 2.0? Como acrescentar-lhe valor? Como expressar a nossa relevância? Como avaliar o valor? Como tornar os nossos serviços relevantes para os utilizadores nativos digitais? Como adaptar a docência da Ciência da Informação e mesmo a produção científica Web 2.0?

    Se não para responder a tudo isto, pelo menos para fazer novas perguntas, convidamos pois, todos os interessados, a estarem connosco no dia 29 de Maio.

    Para o curso de CTDI, Web 2.0 significa “a Web somos nós!”

  • II Encontro de CTDI: Informação, acesso e preservação
    2006

    O II Encontro do curso de Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação (CTDI) da ESEIG, subordinado ao tema “Informação: acesso e preservação” pretende dar continuidade a uma iniciativa semelhante, organizada em 2005 e cuja temática incidiu sobre “A Informação nas organizações: o desafio da era digital”.

    O êxito da I edição deste evento, o qual contou com a participação de oradores de reconhecida qualidade e o impacto muito positivo dos participantes – comunidade académica e profissionais – reforçou a vontade de prosseguirmos com o objectivo então traçado: a partilha de saberes e experiências diversificadas, no âmbito  das Ciências e Tecnologias da Informação, de modo a proporcionar o debate,  a difusão e o desenvolvimento do conhecimento na matéria.

    Relativamente ao tema deste II Encontro, salientamos a sua pertinência, na actual Sociedade de informação, na qual a importância da informação é inegável. Lembremos que o vocábulo “informação”, provindo do latim formatio, pode ser relacionado com “facto”, “substância” ou “existência material” e  assume, actualmente, preponderância como elemento motor dos serviços, da indústria e da sociedade.

    Assim, se é certo que a utilidade e omnipresença da informação fazem com que nos tornemos dependentes dela, também é importante que sejamos conscientes da necessidade de traçar um diagnóstico sobre a questão da literacia, na qual se manifestam lacunas.

    A literacia pode ser encarada como a capacidade para compreender e utilizar informação escrita nos mais diversos contextos da vida quotidiana, a nível pessoal, social e profissional e seria limitador se ela fosse entendida unicamente como a capacidade de ler..  

    Actualmente, têm vindo a ser implementadas algumas acções de combate à info-exclusão, através de actividades direccionadas para a aquisição de competências de literacia dos cidadãos e tem vindo a ser feito um esforço, protagonizado pela Administração Central e Local, com vista a acompanhar a tendência de disponibilizar, de forma imediata, a informação (e-government), em especial no que se refere a serviços interactivos para uso das organizações e dos cidadãos. Verifica-se, assim, portanto, maior proximidade da Administração Central e Local junto das populações, o que proporciona um ambiente facilitador do exercício da cidadania.

    Quanto à importância das Tecnologias da Informação e Comunicação, a cuja utilização nos habituámos nos mais diversos contextos e das quais dependemos cada vez mais, ela suscita, ainda, muitas discussões relacionadas com os direitos de autor e códigos de ética.

    Preservar a informação, assegurando a transmissão do conhecimento de geração em geração é uma actividade cultural ancestral, desempenhando, nos dias de hoje, as Tecnologias da Informação e Comunicação um papel fundamental, criando, por um lado, cenários de pura preservação digital os quais convivem, em muitos casos, pacificamente, com a preservação tradicional, situação que origina a adopção de políticas de preservação híbrida.

    O II Encontro de CTDI pretende ser um espaço de reflexão em questões tão pertinentes da área da Ciência da Informação e que são fundamentais para a comunidade académica, para profissionais desta e doutras áreas e para o tecido empresarial, sobretudo no contexto da emergência da Declaração de Bolonha, em que novas competências se impõem para os Profissionais da Informação, os quais exercendo o seu papel com qualidade e profissionalismo serão cada vez mais úteis para o desenvolvimento da Sociedade actual, a nível nacional e internacional.