Transposição ovárica na redução da dose nos ovários em radioterapia pélvica
DOI:
https://doi.org/10.26537/prpaeh.v2i4.6461Keywords:
ovários, radioterapia pélvica, transposição ovárica, tumores ginecológicosAbstract
Enquadramento: A transposição ovárica é um procedimento cirúrgico, que pode ser realizado por laparoscopia, com o objetivo de afastar os ovários do campo de tratamento de radioterapia, diminuir a dose recebida e preservar a sua função [1,2]. Objetivos: Os objetivos deste trabalho são: avaliar as doses máximas e médias nos ovários; comparar as técnicas Three-Dimensional Conformal Radiotherapy (3DCRT) e Volumetric Modulated Arc Therapy (VMAT); verificar se a transposição ovárica é eficaz na redução da dose nos ovários. Métodos: Análise retrospetiva em 40 mulheres com tumores ginecológicos, com idade inferior ou igual a 45 anos, entre 2014 e 2023. Os limites de dose considerados são do projeto CORSAIR [3]. Resultados: A média de idades de todas as mulheres foi 38,73 anos, desvio padrão 6,33. Todas as doentes foram tratadas em decúbito dorsal e considerada apenas a primeira fase de tratamento, com dose total de 50,4Gy em 28 frações. Relativamente à técnica de tratamento, 13 doentes trataram com 3DCRT, 27 com VMAT e não se observaram diferenças estatisticamente significativas (p'>0.05). Desde 2020, todas as doentes trataram com a técnica VMAT. Apenas 4 mulheres fizeram transposição ovárica, mas todas cumprem os limites de dose máxima e média, com uma redução que pode ir até 39Gy, comparativamente às mulheres que não fizeram (p'>0.05). Conclusões: À semelhança do que a literatura preconiza, apesar de não se verificarem diferenças estatisticamente significativas entre as técnicas 3DCRT e VMAT, estudos comparativos recomendam a técnica VMAT, com melhores índices de conformidade do planeamento dosimétrico e diminuição da dose nos órgãos de risco [4-6]. Também em concordância com a literatura, a transposição ovárica mostrou ser eficaz na redução da dose nos ovários e todas as doentes cumpriram os limites de dose máxima e média [1,2]. A transposição ovárica parece ser eficaz na redução da dose nos ovários no tratamento de radioterapia.
References
[1] Morgan, RG; Mimoun, C; Dico, RL. Ovarian transposition. J Visc Surg 2021, 158(5), 420–4.
[2] Laios, A; Portela, SD; Papadopoulou, A; Gallos, ID; Otify, M; Ind, T. Ovarian transposition and cervical cancer. Best Practice & Research Clinical Obstetrics & Gynaecology 2021, 75, 37–53.
[3] Bisello, S; Cilla, S; Benini, A; Cardano, R; Nguyen, NP; Deodato, F; et al. Dose–Volume Constraints fOr oRganS At risk In Radiotherapy (CORSAIR): An “All-in-One” Multicenter Multidisciplinary Practical Summary. Current Oncology 2022, 29(10), 702150.
[4] Deng, X; Han, C; Chen, S; Xie, C; Yi, J; Zhou, Y; et al. Dosimetric benefits of intensity‐modulated radiotherapy and volumetric‐modulated arc therapy in the treatment of postoperative cervical cancer patients. Journal of Applied Clinical Medical Physics 2016, 18(1), 25–31.
[5] Dröge, LH; von Sivers, FF; Schirmer, MA; Wolff, HA. Conventional 3D conformal radiotherapy and volumetric modulated arc therapy for cervical cancer: Comparison of clinical results with special consideration of the influence of patient- and treatment-related parameters. Strahlentherapie und Onkologie 2021, 197(6), 520–7.
[6] Agrawal, A, Hadi, R; Rath, S; Bharati, A; Rastogi, M; Khurana, R, et al. Dosimetric comparison of 3 dimensional conformal radiotherapy (3D-CRT) and volumetric-modulated arc therapy (VMAT) in locally advanced cancer cervix. Journal of Radiotherapy in Practice 2020, 21(1), 60–7.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Daniela Ribeiro, Leonor Santos Martins , Elisabete Carolino , Margarida Borrego , Ana Cravo Sá

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.