Cellular Mechanisms of 1,3-Dimethylamylamine (1,3-DMAA)-Induced Toxicity
PDF (English)

Palavras-chave

1,3-Dimethylamylamine
cytotoxicity
SH-SY5Y cells

Como Citar

de Almeida, M., Brito-da-Costa, A. M., Ribeiro, C., Dinis-Oliveira, R. J., & Dias da Silva, D. (2026). Cellular Mechanisms of 1,3-Dimethylamylamine (1,3-DMAA)-Induced Toxicity. Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health, 4(3), 34. https://doi.org/10.26537/prpaeh.v4i3.7187

Resumo

Enquadramento: A 1,3-dimetilamilamina (1,3-DMAA) é uma amina simpaticomimética quiral que foi anteriormente utilizada como descongestionante nasal, tendo sido retirada do mercado na década de 1980 devido à ocorrência de efeitos adversos, nomeadamente cefaleias, nervosismo, agitação psicomotora e tremores [1]. Em 2005, voltou a surgir em suplementos alimentares comercializados para perda de peso, melhoria do desempenho físico e fins recreativos [2]. Apesar das proibições regulamentares, a 1,3-DMAA continua a ser detetada em controlos antidopagem e em suplementos alimentares, levantando preocupações toxicológicas relevantes. Os mecanismos celulares subjacentes ao seu potencial neurotóxico permanecem, contudo, incompletamente caracterizados [3]. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo investigar os mecanismos de citotoxicidade induzidos pela 1,3-DMAA num modelo celular neuronal humano (SH-SY5Y), contribuindo para uma melhor compreensão da sua toxicodinâmica. Métodos: As células SH-SY5Y foram expostas durante 48 h à 1,3-DMAA (1,3×10⁻⁴ a 1,5×10¹ mM; n=5). A atividade metabólica mitocondrial foi avaliada através do ensaio MTT e a integridade lisossomal pelo ensaio de captação do vermelho neutro (NR). Com base nos resultados do ensaio MTT, as células foram posteriormente expostas às concentrações EC20 (4,21 mM), EC40 (4,91 mM) e EC60 (5,59 mM), sendo avaliadas as alterações na produção intracelular de espécies reativas de oxigénio (ROS) e no potencial de membrana mitocondrial (ΔΨm) através de sondas fluorimétricas. As características autofágicas foram avaliadas por coloração com laranja de acridina (AO), com vista à deteção de organelos vesiculares ácidos. Resultados: A 1,3-DMAA induziu citotoxicidade de forma dependente da concentração, com maior impacto na função mitocondrial do que na integridade lisossomal, evidenciado por valores de EC50 inferiores no ensaio MTT em comparação com o ensaio NR (5,24 mM versus 6,36 mM, respetivamente). Observou-se um aumento dependente da concentração nos níveis intracelulares de ROS a partir da EC20 (236,67%; p<0,001) e EC40 (211,87%; p<0,01), atingindo um pico na EC60 (272,05%; p<0,0001). Em contraste, o ΔΨm manteve-se inalterado nas concentrações mais baixas, verificando-se um aumento significativo apenas na EC60 (317,32%; p<0,0001). A coloração com AO revelou um aumento do número de organelos vesiculares ácidos nas concentrações mais elevadas. Conclusões: O aumento concomitante da produção de ROS e a hiperpolarização do ΔΨm indicam o estabelecimento de um estado pró-oxidante. O ensaio com AO demonstrou progressão para mecanismos de autofagia e/ou apoptose. Estes resultados consolidam e fornecem uma base mecanística relevante para futuros estudos.

https://doi.org/10.26537/prpaeh.v4i3.7187
PDF (English)

Referências

1. Venhuis, B.J.; De Kaste, D. Scientific opinion on the regulatory status of 1,3-dimethylamylamine (DMAA). Eur. J. Food Res. Rev. 2012, 2, 93–100.

2. Rodrigues, A.N.; Dinis-Oliveira, R.J. Pharmacokinetic and toxicological aspects of 1,3-dimethylamylamine with clinical and forensic relevance. Psychoactives 2023, 2, 222–241.

3. Small, C.; Cheng, M.H.; Belay, S.S.; Bulloch, S.L.; Zimmerman, B.; Sorkin, A.; et al. The alkylamine stimulant 1,3-dimethylamylamine exhibits substrate-like regulation of dopamine transporter function and localization. J. Pharmacol. Exp. Ther. 2023, 386, 266–273.

Creative Commons License

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0.

Direitos de Autor (c) 2026 Maria de Almeida