Óleos essenciais na cicatrização de feridas: uma revisão da literatura
DOI:
https://doi.org/10.26537/prpaeh.v3i2.6125Palavras-chave:
óleos essenciais, cicatrização de feridas, atividade antibacteriana, atividade anti-inflamatóriaResumo
Enquadramento: As feridas continuam a representar um dos grandes desafios na área da saúde, devido à sua elevada prevalência e ao risco de complicações graves [1,2]. Seja por traumas, cirurgias, queimaduras ou doenças crónicas como a diabetes, a regeneração tecidual pode ser comprometida, dificultando a cicatrização eficaz [3,4]. Nos últimos anos, os óleos essenciais (OEs) têm emergido como uma estratégia terapêutica promissora, graças às suas propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias e antioxidantes [5]. Objetivo: O presente trabalho apresenta uma análise abrangente da literatura, destacando a eficácia de diferentes OEs na cicatrização de feridas agudas e crónicas, com especial foco nas úlceras diabéticas. Métodos: Foi realizada uma revisão narrativa da literatura através da pesquisa na base de dados da PubMed entre 2018 e 2023, usando como palavras-chave os termos “essential oils” e “wound healing” Resultados: Os estudos analisados revelam que OEs extraídos da planta de Bursera schlechtendalii demonstraram acelerar significativamente o processo de cicatrização (uma taxa de contração da ferida de cerca de 75% ao fim de 7 dias de tratamento), além de possuírem forte atividade antimicrobiana (valores de 0,25 mg/mL e 0,5 mg/mL de concentração inibitória mínima e concentração bactericida mínima contra E.coli, respetivamente. Por outro lado, o OE extraído da casca de Citrus sinensis apresentou atividade antioxidante em diferentes ensaios, o que justificou uma taxa de cicatrização de feridas maior, comparativamente aos controlos. Além disso, novas abordagens inovadoras, como a incorporação de OEs em nanosistemas e revestimentos cutâneos, estão a ganhar destaque, oferecendo soluções avançadas para prevenir infeções e otimizar a regeneração tecidual. Conclusões: Embora os resultados sejam promissores, a translação para a prática clínica exige estudos mais aprofundados, nomeadamente ensaios clínicos que confirmem a sua eficácia em seres humanos. O avanço nesta área poderá abrir caminho para novas alternativas terapêuticas na gestão de feridas, representando um passo significativo na inovação farmacêutica.
Referências
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