Análise da embalagem e do teor de substâncias estranhas em amostras comerciais de Peumus boldus e Eucalyptus globulus
DOI:
https://doi.org/10.26537/prpaeh.v3i2.6136Palavras-chave:
Farmacopeia, Controlo de qualidade, Substâncias estranhas, Peumus boldus, Eucalyptus globulusResumo
Enquadramento: A preparação de amostras de plantas medicinais (PM) isentas de matérias estranhas, é desafiante [1]. Porém, a sua crescente utilização enfatiza a necessidade do controlo da sua presença, particularmente em amostras de boldo (Peumus boldus) e eucalipto (Eucalyptus globulus), onde as folhas apresentam interesse terapêutico [1–6]. Objetivo: Análise das informações presentes na embalagem e determinação do teor de substâncias estranhas (TSE) em amostras comerciais secas de boldo e eucalipto. Métodos: Estudo experimental, descritivo e transversal, com aquisição de amostras comerciais de boldo (A-C) e eucalipto (D-E). Análise das informações presentes (técnica de preparação, posologia, conservação e outras informações). Determinação do TSE em 10g de amostra com seleção de substâncias estranhas. Recorreu-se ao teste ANOVA one-way, considerando-se diferenças significativas para p<0,05. Resultados: As folhas são a parte da PM comercializada, estando em conformidade com as monografias. As embalagens apresentam o nome científico e comum das plantas. Constataram-se diferentes técnicas de preparação (infusão, cozimento) para a mesma PM, estando a posologia ausente na amostra A. As amostras B, E-G mencionavam o armazenamento em local seco, fresco (ao abrigo da luz apenas referido na amostra G) [1,4]. Alegações como: o consumo de PM não substitui o regime de vida saudável (B e E), não manusear com talheres de metal (F) e manter fora do alcance das crianças (B, E-G) foram encontradas. Quanto ao TSE, apenas a amostra B (Boldo, 3,75 ± 0,25%) e D (Eucalipto, 3,44 ± 0,24%) estavam dentro dos limites estabelecidos pela Farmacopeia Portuguesa 9 (4,0% e 5,0%, respetivamente) [7]. As restantes amostras apresentavam TSE significativamente superiores (p<0,05). Conclusão: A eficácia e segurança das PM depende da sua qualidade e das boas práticas de utilização. A implementação e uniformização de boas práticas desde o cultivo até à embalagem do produto final, podem contribuir para a minimização de riscos.
Referências
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[2] Kosalec I, Cvek J, Tomić S. Contaminants of medicinal herbs and herbalproducts. Archives of Industrial Hygiene and Toxicology. 2009;60(4):485–501.
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[4] AHAPA, AHP. Good agricultural and collection practice for herbal raw materials. 2006.
[5] European Union herbal monograph on Peumus boldus Molina, folium. 2016.
[6] EMA. Community herbal monograph on Eucalyptus globulus Labill., folium. 2013.
[7] Infarmed. Farmacopeia Portuguesa 9.0. 2008.
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