Palavras, culturas e mundos possíveis: Perspectivas para a educação formal a partir da arte decolonial
DOI:
https://doi.org/10.34630/sensos-e.v13i2.6497Palavras-chave:
Arte decolonial, Colonialidade do saber, Educação formal, Epistemologias plurais, Práticas pedagógicasResumo
A colonialidade do saber permanece presente nas práticas pedagógicas contemporâneas, frequentemente reafirmando uma lógica eurocentrada que marginaliza outras epistemologias, formas de expressão e modos de existência. Nesse contexto, torna-se urgente repensar a educação à luz da arte decolonial, bem como repensar as epistemologias no ensino de arte, particularmente aquelas historicamente estruturadas a partir de um cânone eurocêntrico e excludente, que delimitou o que é considerado “arte legítima” e silenciou saberes e práticas culturais periféricas. Surgem, então, algumas questões centrais: de que forma a educação formal, no contexto brasileiro marcado por heranças coloniais, raciais e sociais profundas, pode se abrir a epistemologias plurais e descolonizadas da arte? Como incorporar práticas que valorizem saberes historicamente marginalizados, especialmente aqueles produzidos por povos indígenas, comunidades quilombolas, populações periféricas e tradições populares no Brasil? A partir dessas questões, propõe-se investigar em que medida a arte decolonial, conforme as reflexões apresentadas no livro A virada decolonial na arte brasileira, de Alessandra Simões Paiva, pode contribuir para a construção de práticas críticas na educação formal, territorializadas e sensíveis à diversidade cultural. Busca-se, assim, compreender os desafios e as potencialidades dessa perspectiva para a transformação das práticas educativas atuais.
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