Práticas decoloniais numa instituição especializada em deficiência visual e a roda de samba como ferramenta pedagógica
DOI:
https://doi.org/10.34630/sensos-e.v13i2.6490Palavras-chave:
Roda de samba pedagógica, Instituição especializada, Deficiência visual, Samba enredoResumo
Este relato de experiência busca evidenciar práticas decoloniais adotadas por três professores pesquisadores dentro de uma instituição especializada em deficiência visual. O estudo surge a partir do desdobramento e culminância de ações pedagógicas realizadas na disciplina de História, utilizando o samba enredo como ferramenta pedagógica em sala de aula. O aporte teórico do presente artigo balizou por: a) estudos de Quijano (2005), ao analisar os elementos da “Colonialidade do Poder” presentes na sociedade e na produção do conhecimento; b) os estudos de Cattani (2008) para se compreender a origem sociocultural do gênero musical e a relevância de sua potencialidade enquanto ferramenta pedagógica em sala de aula. A culminância deste projeto despertou a criticidade dos educandos com deficiência visual no conteúdo de História, uma vez que canções de samba enredo são familiares a seus territórios de origem e pertencimento no estado do Rio de Janeiro. Por fim, o estudo procurou evidenciar neste espaço escolar de Educação Especial, a “Escola de Samba” enquanto instituição carregada de densidade histórica e cultural. Tais elementos são necessários para a construção de um currículo decolonial e uma educação que promova a ruptura com o conhecimento eurocêntrico legitimado enquanto universal.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2026 Mariana dos Reis Santos, Mauro Sergio, Mariana Lopes da Silva

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0.