Superando o currículo colonial brasileiro: Perspectivas decoloniais para o ensino da História e a Base Nacional Comum Curricular Ensino Médio - BNCC EM
DOI:
https://doi.org/10.34630/sensos-e.v13i2.6481Palavras-chave:
Currículo decolonial, Ensino de História no Brasil, Base Nacional Comum Curricular, Colonialidade do saber, Educação críticaResumo
Este artigo discute os limites e possibilidades da construção de um currículo decolonial no Brasil, com foco especial no ensino de História e na Base Curricular Nacional Comum para o Ensino Médio (BNCC-EM). Com base nas contribuições de autores como Catherine Walsh, Nilma Lino Gomes e Aníbal Quijano, ele problematiza a persistência de estruturas coloniais que silenciam vozes negras, indígenas e outras vozes historicamente marginalizadas. Analisa como a colonialidade do conhecimento, reforçada por políticas educativas recentes e interesses corporativos, restringe a pluralidade das narrativas históricas. O texto explica a necessidade de incorporar perspectivas críticas e interculturais que questionem o eurocentrismo, promovam a visibilidade das diferenças e estimulem novas formas de protagonismo social. Neste sentido, apresentamos uma concepção de um currículo intercultural diferente dos modelos hegemónicos, capaz de articular a diversidade cultural e a justiça social. Por fim, analisamos as competências da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) para o Ensino Médio, destacando pontos fracos que se desviam da educação cívica presente em nossa Constituição de 1988 e do próprio documento em análise.
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