Relações étnico-raciais e formação docente: O pioneirismo do Curso de Pedagogia da Universidade Federal de Juiz de Fora
El pionerismo del curso de Pedagogía en la Universidad Federal de Juiz de Fora
DOI:
https://doi.org/10.34630/sensos-e.v13i2.6467Palavras-chave:
Lei n.º 10.639/2003, Projeto pedagógico de curso, Pedagogia, Relações étnico-Raciais, Formação de professoresResumo
Este artigo investigou a temática das Relações Étnico-Raciais (RERs) nos Projetos Pedagógicos do Curso de Pedagogia da Universidade Federal de Juiz de Fora, vigentes em 2023. A relevância do estudo decorre do pioneirismo na implementação das RERs nesta instituição. O objetivo foi identificar os documentos legais que fundamentam a obrigatoriedade das RERs na formação de professoras/es e analisar a presença da temática nos currículos ativos de Pedagogia publicados em 2011 e 2022. A investigação analisou: a) a presença dos termos “Relações Étnico-Raciais”, “Lei n.º 10.639/2003”, “Cultura”, “Raça” e “Afro-brasileiro/a” nos PPCs; b) quais disciplinas contemplavam a temática das RERs; e c) o caráter obrigatório ou eletivo dessas disciplinas e suas ementas. Tendo como referencial a Lei n.º 10.639/2003, os resultados indicam que, desde 2011, o curso contava com duas disciplinas obrigatórias voltadas às RERs, havendo ampliação dessa inserção a partir de 2017, pela criação de disciplina e inclusão de conteúdos e referências, embora marcada por retrocessos em determinadas ementas. A referida legislação não foi referenciada explicitamente nos documentos analisados. Concluímos que, apesar do compromisso institucional, a abordagem das RERs não se efetiva de forma obrigatória em todas as licenciaturas, sendo o curso de Pedagogia pioneiro na valorização da diversidade cultural.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2026 Lívia Torquato Ventura Canuto, Ana Carolina Araújo da Silva

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0.