Práticas fundamentadas em saberes outros: Terreiro como caminho para uma educação decolonial
DOI:
https://doi.org/10.34630/sensos-e.v13i2.6427Palavras-chave:
Afrodiaspórico, Escola, Infâncias, TerreiroResumo
Este artigo aborda a construção de uma educação antirracista e decolonial fundamentada nos saberes oriundos das casas de santo. Busca-se desenvolver uma prática pedagógica artística ancorada nos conhecimentos, nas cosmopercepções e nas formas de biointeração do terreiro, bem como na estética que caracteriza esse território. A articulação teórica pretende aproximar o pensamento decolonial, afrodiaspórico e macumbeiro das investigações realizadas com crianças no contexto escolar. Metodologicamente, parte-se da compreensão do chão como expressão de territorialidade, reconhecendo-o como saber constituído no e pelo território sagrado. Propõe-se, ainda, a criação de vivências artísticas a partir de elementos da cultura do terreiro, concebendo-as como possibilidades para a produção de universos de referência ou de territórios existenciais afrorreferenciados. O trabalho se sustenta na defesa de uma escuta atenta das infâncias como princípio fundante de uma práxis pedagógica comprometida com a transformação social e com a elaboração de uma epistemologia construída em diálogo com as crianças, sob uma perspectiva antirracista e decolonial.
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