Cellular Responses of Human Neuroblastoma Cells to 1,3-DMAA Exposure

Autores

  • Maria de Almeida Associate Laboratory i4HB – Institute for Health and Bioeconomy, University Institute of Health Sciences – CESPU, Gandra, Portugal.
  • Andreia Machado Brito-da-Costa UCIBIO - Applied Molecular Biosciences Unit, Translational Toxicology Research Laboratory, University Institute of Health Sciences (1H-TOXRUN, IUCS-CESPU), Gandra, Portugal. https://orcid.org/0000-0001-7327-1598
  • Cláudia Ribeiro UCIBIO - Applied Molecular Biosciences Unit, Translational Toxicology Research Laboratory, University Institute of Health Sciences (1H-TOXRUN, IUCS-CESPU), Gandra, Portugal.
  • Ricardo Jorge Dinis-Oliveira Department of Public Health and Forensic Sciences, and Medical Education, Faculty of Medicine, University of Porto, Porto, Portugal.
  • Diana Cristina Dias da Silva Associate Laboratory i4HB – Institute for Health and Bioeconomy, Laboratory of Toxicology, Faculty of Pharmacy, University of Porto, Porto, Portugal.

DOI:

https://doi.org/10.26537/prpaeh.v4i2.7362

Palavras-chave:

Neurotoxicity, In vitro assay, SH-SY5Y cells

Resumo

Introdução: A 1,3-dimetilamilamina (1,3-DMAA), anteriormente utilizada como descongestionante nasal até à década de 1980, foi retirada do mercado devido aos seus efeitos adversos, incluindo cefaleias, nervosismo, estimulação psicomotora e tremores (1). Em 2005, a 1,3-DMAA reapareceu no mercado, estando atualmente presente em suplementos alimentares para supressão do apetite, produtos ergogénicos destinados à melhoria do desempenho atlético e produtos recreativos com propriedades psicoativas (2). Apesar da sua utilização controversa e da proibição em várias competições, a sua deteção em análises antidoping e suplementos continua a suscitar preocupação significativa. Embora os seus efeitos tóxicos sejam conhecidos, o impacto neurotóxico permanece ainda insuficientemente esclarecido (3-4). Objetivo: Este estudo teve como objetivo investigar os mecanismos citotóxicos induzidos pela 1,3-DMAA num modelo celular neuronal humano (SH-SY5Y), contribuindo para uma melhor compreensão da sua toxicodinâmica. Métodos: As células SH-SY5Y foram expostas durante 48 h a 1,3-DMAA (1,3×10⁻⁴ a 1,5×10¹ mM; n=5). A atividade metabólica mitocondrial foi avaliada através do ensaio MTT e a integridade lisossomal através do ensaio de captação do vermelho neutro (NR). Com base nos resultados do MTT, as células foram subsequentemente expostas às concentrações EC20 (4,21 mM), EC40 (4,91 mM) e EC60 (5,59 mM), sendo avaliadas as alterações na produção intracelular de espécies reativas de oxigénio (ROS) e no potencial de membrana mitocondrial (ΔΨm) através de sondas fluorimétricas. As características autofágicas foram avaliadas por coloração com laranja de acridina (AO), de modo a detetar organelos vesiculares ácidos. Resultados: A 1,3-DMAA induziu citotoxicidade dependente da concentração, com maior impacto na função mitocondrial do que na integridade lisossomal, evidenciado por valores de EC50 inferiores no ensaio MTT em comparação com o ensaio NR (5,24 mM versus 6,36 mM, respetivamente). A 1,3-DMAA induziu um aumento dependente da concentração nos níveis intracelulares de ROS desde a EC20 (236,67%; p<0,001) e EC40 (211,87%; p<0,01), atingindo o máximo na EC60 (272,05%; p<0,0001). Em contraste, o ΔΨm manteve-se inalterado nas concentrações mais baixas, observando-se um aumento significativo na EC60 (317,32%; p<0,0001). A coloração com AO revelou igualmente um aumento de organelos vesiculares ácidos nas concentrações mais elevadas. Conclusões: O aumento concomitante de ROS e da hiperpolarização mitocondrial indica a instalação de um estado pró-oxidante. O aumento de organelos vesiculares ácidos sugere a ativação de processos autofágicos e/ou progressão para apoptose. Estes resultados fornecem novos conhecimentos mecanísticos sobre a neurotoxicidade induzida pela 1,3-DMAA e estabelecem uma base para futuras investigações toxicológicas.

Referências

1. Pawar RS, Tamta H, Ma J, Krynitsky AJ, Grundel E, Wamer WG, et al. Updates on chemical and biological research on botanical ingredients in dietary supplements. Anal Bioanal Chem. 2013;405(13):4373–84.

2. Rodrigues AN, Dinis-Oliveira RJ. Pharmacokinetic and Toxicological Aspects of 1,3-Dimethylamylamine with Clinical and Forensic Relevance. Psychoactives. 2023;2(3):222–41.

3. Small C, Cheng MH, Belay SS, Bulloch SL, Zimmerman B, Sorkin A, et al. The Alkylamine Stimulant 1,3-Dimethylamylamine Exhibits Substrate-Like Regulation of Dopamine Transporter Function and Localization. J Pharmacol Exp Ther. 2023;386(2):266–73.

4. Schilling BK, Hammond KG, Bloomer RJ, Presley CS, Yates CR. Physiological and pharmacokinetic effects of oral 1,3-dimethylamylamine administration in men. BMC Pharmacol Toxicol. 2013;14(1):52. doi:10.1186/2050-6511-14-52

Downloads

Publicado

06-10-2026

Como Citar

de Almeida, M., Machado Brito-da-Costa, A., Ribeiro, C., Dinis-Oliveira, R. J., & Dias da Silva, D. C. (2026). Cellular Responses of Human Neuroblastoma Cells to 1,3-DMAA Exposure. Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health, 4(2), 21–22. https://doi.org/10.26537/prpaeh.v4i2.7362

Artigos mais lidos do(s) mesmo(s) autor(es)

Artigos Similares

<< < 1 2 3 4 5 > >> 

Também poderá iniciar uma pesquisa avançada de similaridade para este artigo.