Valorização da casca de maracujá (Passiflora edulis): avaliação do potencial antioxidante in vitro
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Keywords

Casca de maracujá
atividade antioxidante
compostos fenólicos
subproduto industrial

How to Cite

Baltarejo, I., Silva, V., Pereira, M. J., Barreiros, L., Oliveira, A. I., & Pinho, C. (2026). Valorização da casca de maracujá (Passiflora edulis): avaliação do potencial antioxidante in vitro. Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health, 4(3), 5. https://doi.org/10.26537/prpaeh.v4i3.7178

Abstract

Introdução: Na espécie Passiflora edulis, conhecida por maracujá, aproximadamente 50% do peso do fruto corresponde à casca, geralmente descartada na produção industrial de sumo. A casca é rica em lípidos, fibras e compostos bioativos, como compostos fenólicos (ex.: flavonóides) [1]. Por ser a parte exposta à radiação ultravioleta, apresenta níveis elevados de compostos fenólicos, associados à neutralização de radicais livres, prevenção do stress oxidativo e proteção celular [2]. Objetivo: Avaliar a atividade antioxidante in vitro do extrato etanólico de casca de maracujá. Métodos: Estudo experimental, com utilização de extrato etanólico (40% V/V) de casca de maracujá, preparado na razão pó da planta:solvente de 1:10 (m/V), extraído por 60 min a 30°C, com agitação mecânica constante de 90 rpm. Determinação do teor de fenólicos totais (TPC) e da capacidade antioxidante, recorrendo ao ensaio de neutralização do ácido 2,2’-azino-bis(3-etilbenzotiazolina-6-sulfónico) (ABTS), do 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH) e da ferrozina. Resultados: O TPC obtido foi de 63,52 ± 0,80 mg GAE/g de extrato, sendo este valor superior ao observado por Oliveira et al. (2009), onde o extrato metanólico da polpa e casca apresentou um TPC de 41,2 ± 4,2 mg GAE/g extrato seco [3]. Nos ensaios antioxidantes, para o ABTS obteve-se o melhor valor de IC50 (33,78 ± 0,18 μg/mL) (IC50 < 50 μg/mL, alta atividade antioxidante) [4]. No ensaio do DPPH observou-se um IC50 = 259,88 ± 31,30 μg/mL, enquanto que no ensaio da ferrozina não se obteve valor de IC50 para as concentrações testadas (5-1000 μg/mL). Conclusão: As diferenças observadas entre a literatura publicada e os resultados deste estudo podem explicar-se pelos diferentes extratos e condições de extração. Porém, seja como resíduo do consumo do fruto ou como subproduto proveniente da indústria de sumo de maracujá, a casca pode ser uma potencial fonte de antioxidantes, para possíveis aplicações na indústria farmacêutica, cosmética ou alimentar.

https://doi.org/10.26537/prpaeh.v4i3.7178
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References

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