A Importância da Alga Ulva lactuca na indústria alimentar: Revisão da Literatura
DOI:
https://doi.org/10.26537/prpaeh.v2i3.6790Keywords:
Ulva lactuca, Seaweeds, Food Applications, Food IndustryAbstract
Enquadramento: Atualmente, a população tende a optar cada vez mais por alimentos processados devido à falta de tempo e fácil acesso. Estes alimentos, ricos em gorduras saturadas, açúcares e calorias, e com baixo teor em nutrientes, são uma das principais causas de doenças, como a hipertensão e diabetes [1]. Assim, as algas marinhas têm surgido como uma opção saudável na alimentação, devido ao seu elevado teor nutritivo e baixas calorias, em particular a alga Ulva lactuca, considerada como inexplorada, apesar de amplamente distribuída ao longo da linha costeira tropical [2-4]. Objetivo: Discutir a importância da macroalga U. lactuca na alimentação e possíveis aplicações na indústria alimentar. Métodos: Revisão da literatura com pesquisa nas bases de dados PubMed e ScienceDirect, utilizando os termos de pesquisa “Ulva lactuca”, “Seaweeds” e “Food”. Pesquisaram-se artigos com referência à U. lactuca, na atualidade, na indústria alimentar, em língua inglesa e sem restrição de data. Resultados: As algas marinhas assumem uma importância crescente nos países orientais, mas também na Europa, podendo auxiliar na prevenção de doenças metabólicas e obesidade. A U. lactuca é muito utilizada na preparação de saladas e usada como fonte de carotenóides e do polissacárido ulvano. Contém vitaminas (vitamina C), minerais (magnésio, cálcio, potássio, sódio, ferro e iodo), proteínas, fibras e ómega-3 [4-5]. A macroalga pode ainda ser utilizada na preparação de alimentos funcionais de elevado valor (ex: sumos, iogurtes, vinhos, bolachas, sopas instantâneas) [6-7]. Recentemente, filmes ou revestimentos comestíveis feitos de polissacáridos das algas surgiram como promissores candidatos para substituir os materiais de embalagens à base de plásticos, usados no armazenamento de alimentos, face às suas características não tóxicas, biodegradáveis, biocompatíveis e bioativas [8]. Conclusões: A U. lactuca tem potencial para poder vir a ser explorada como um superalimento face às suas propriedades nutricionais e atividades biológicas, sendo necessários mais estudos.
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