Simbiose entre o saber e o fazer: A experiência dual na gestão de carreira
DOI:
https://doi.org/10.34630/tth.v6i1.7302Palavras-chave:
Experiência Dual, Aprendizagem experiêncial, Conhecimento tácito, Reorientação vocacional, Estudante-trabalhador, Recrutamento por competênciasResumo
A dicotomia entre o Ensino Superior e o mercado de trabalho constitui um paradigma desatualizado. O presente artigo defende que a experiência dual, a conciliação estruturada entre estudo e trabalho, não é apenas uma necessidade económica, mas um mecanismo essencial de validação e reorientação vocacional. Através da articulação entre a aprendizagem experiencial, a mobilização de conhecimento tácito e as novas tendências de recrutamento por competências (skills-first hiring), demonstra-se que esta vivência permite converter a prática num ativo estratégico para a identidade profissional. O estudo implica, consequentemente, que as instituições de ensino devem integrar, antecipadamente, componentes aplicadas e que os empregadores devem reformular os seus processos de seleção para reconhecer e valorizar o capital experiencial acumulado. Esta abordagem reduz o risco de frustração profissional, promovendo uma correção de rota consciente e sustentável durante o percurso académico.
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