INOVAÇÃO DOS ESTUDOS INFORMACIONAIS BRASILEIROS

O PAPEL DO IBICT E DE SUA ESCOLA NA VANGUARDA DO ENSINO PARA ESTUDOS INTERDISCIPLINARES EM INFORMAÇÃO (2013-2025)

Autores

  • Ricardo Medeiros Pimenta

DOI:

https://doi.org/10.34630/xiedicic.vi.6585

Palavras-chave:

Ciência da Informação, Ensino de Ciência da Informação, Inovação no ensino, Interdisciplinaridade, Projetos pedagógicos, Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI)

Resumo

O presente estudo examina a integração do ensino como elemento estratégico na atuação de um instituto de informação, por meio da implementação da Escola Nacional de Informação (Enacin) e da consolidação da “Escola do Rio” na COEPE/IBICT, com o objetivo de entender como a articulação entre ensino, pesquisa e extensão pode reforçar a missão institucional e responder aos desafios de uma sociedade da informação em rápida transformação. Para tanto, realizou‑se um mapeamento quali‑quantitativo das atividades formativas desenvolvidas entre 2019 e 2024 — incluindo workshops em ferramentas digitais (Koha, OJS, Archivematica, DSpace, Visão, InovaSUS), cursos de Design Thinking, oficinas de preservação digital e capacitações em gestão de dados — e dos projetos de pesquisa vinculados às quatro coordenações institucionais, a partir dos quais se definiu uma taxonomia composta por oito domínios temáticos: ética, desinformação e inteligência artificial; vigilância algorítmica e qualidade de vida; literacia midiática e cidadania digital; epistemologia histórica e teoria crítica; organização do conhecimento e redes de publicação; humanidades digitais e metodologias laboratoriais; memória social e movimentos históricos; e modelos inovadores de ensino em Ciência da Informação. Os resultados evidenciam a criação de um “dispositivo Escola” sustentado por uma plataforma integrada de gestão acadêmica, portal de ensino, videoteca e repositório de dados, capaz de promover processos contínuos de transindividuação, nos quais as experiências do “eu” e do “nós” se co‑constroem em redes formativas colaborativas. Conclui‑se que esse modelo, alinhado aos princípios da ciência aberta e da transdisciplinaridade, democratiza o acesso ao conhecimento, fortalece a política institucional e prepara profissionais aptos a enfrentar problemas complexos — da desinformação à vigilância algorítmica — em um contexto de transformação sociotécnica acelerada.

Publicado

2026-01-30

Edição

Secção

Artigos