INOVAÇÃO EM POLÍTICAS DE INFORMAÇÃO
INTERDISCIPLINARIDADE E CIÊNCIA-AÇÃO NA FORMAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.34630/xiedicic.vi.6969Palavras-chave:
políticas de informação, inovação, interdisciplinaridade, ciência-ação, ciência da informaçãoResumo
A Ciência da Informação no Brasil busca aprimorar a formação profissional frente às transformações sociotecnológicas, sendo a inovação em políticas de informação uma estratégia para atender às demandas da sociedade, articulando teoria e prática. A disciplina de Políticas de Informação do PPGCI/UFPB promove interdisciplinaridade e metodologias participativas, culminando no I Seminário de Inovação em Políticas de Informação (2024), parceria entre PPGCI/UFPB e o Grupo PROJECIT/IFPB. O trabalho investiga o potencial inovador deste evento na formação científica, integrando níveis de ensino e áreas do conhecimento pelo método ciência-ação (reflexão, resolução e intervenção). A pesquisa analisou essa experiência inédita no Nordeste, que conectou atores educacionais e validou metodologias participativas para aprimorar práticas formativas interdisciplinares na Ciência da Informação. O objetivo geral foi avaliar o seminário como ação inovadora para a formação em Ciência da Informação, com objetivos específicos de caracterizar sua interdisciplinaridade, analisar a aplicação do método ciência-ação e refletir sobre seu impacto na formação no Brasil. O referencial teórico destaca a necessidade de inovação em Políticas de Informação na Ciência da Informação para formar profissionais conscientes dos desafios contemporâneos nos regimes de informação. As políticas de informação regulam a criação, fluxo e uso da informação em dimensões comunicacionais, culturais e tecnológicas, sendo cruciais para o planejamento público em tempos de desigualdade informacional e com caráter participativo. Analisa-se o papel do Estado e dos regimes globais de políticas de informação como expressões de poder e mecanismos de gestão informacional. Discute-se o poder informacional e o Estado informacional na sociedade algorítmica, onde a informação é central à governança. A eficácia das políticas depende da participação social e a inovação requer interdisciplinaridade e o método ciência-ação. A metodologia qualitativa utilizou estudo de caso sobre o I Seminário, complementado por pesquisa documental e observação participante. A análise descritiva e interpretativa focou na reflexão sobre o evento e seus elementos inovadores, com coleta de dados por análise documental, de conteúdo e observação participante, triangulando os dados para aprofundar os resultados. A análise preliminar do Seminário evidenciou sua inovação ao integrar níveis de ensino e promover diálogos interdisciplinares pela parceria UFPB-IFPB. As palestras abordaram temas como solicitude organizacional e a atuação da Ciência da Informação no ciberespaço. O método ciência-ação articulou teoria e prática, e a participação estudantil e a proposta de agenda de pesquisa interinstitucional reforçaram o impacto formativo. Em conclusão, o I Seminário de Inovação em Políticas de Informação foi uma iniciativa pioneira na formação em Ciência da Informação no Brasil, integrando atores e metodologias participativas, valorizando a interdisciplinaridade, articulando ensino técnico e pós-graduação, e validando o método ciência-ação. A experiência enriqueceu as perspectivas epistemológicas da área. As limitações foram a escala inicial e a necessidade de maior diversidade institucional. Espera-se que o seminário inspire práticas inovadoras, fomente colaborações e contribua para o avanço da Ciência da Informação no Brasil, servindo como modelo replicável.
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