Plantas Medicinais Comercializadas Secas: Análise da Informação Presente nas Embalagens e do Teor de Saponinas

Autores

  • Maria João Pereira Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico do Porto
  • Beatriz Alves Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, Instituto Politécnico de Saúde do Norte, CESPU, CRL 4760-409 Vila Nova de Famalicão
  • Clara Pinto Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, Instituto Politécnico de Saúde do Norte, CESPU, CRL 4760-409 Vila Nova de Famalicão
  • Maria João Ferreira Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, Instituto Politécnico de Saúde do Norte, CESPU, CRL 4760-409 Vila Nova de Famalicão
  • Maria Silva Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, Instituto Politécnico de Saúde do Norte, CESPU, CRL 4760-409 Vila Nova de Famalicão
  • Rita Fernandes Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, Instituto Politécnico de Saúde do Norte, CESPU, CRL 4760-409 Vila Nova de Famalicão
  • Sandra Pereira Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, Instituto Politécnico de Saúde do Norte, CESPU, CRL 4760-409 Vila Nova de Famalicão
  • Ana Luísa Silva H²M - Unidade de Investigação em Saúde e Movimento Humano, Instituto Politécnico de Saúde do Norte, CESPU, CRL 4760-409 Vila Nova de Famalicão
  • Marisa Machado H²M - Unidade de Investigação em Saúde e Movimento Humano, Instituto Politécnico de Saúde do Norte, CESPU, CRL 4760-409 Vila Nova de Famalicão
  • Cláudia Pinho REQUIMTE/LAQV, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico do Porto, Rua Dr. António Bernardino de Almeida 400, 4200-072 Porto, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.26537/prpaeh.v3i2.6137

Palavras-chave:

Smilax officinalis, Centella asiatica, Glycyrrhiza glabra, Saponinas

Resumo

Enquadramento: Os saponósidos constituem a forma heterosídica da saponina, com a genina esteróide ou triterpénica, e ação detergente, com formação de espuma persistente. Os saponósidos possuem ação anti-inflamatória, antimicrobiana, imunomoduladora [1,2]. Porém, são escassos os estudos que avaliem/comparem o teor de saponinas. Além disso, muitas plantas comercializam-se como infusões, contribuindo a informação na embalagem para uma correta conservação/uso. Objetivo: Analisar amostras comerciais de plantas secas, descritas como tendo saponinas, ao nível da embalagem e teor de saponinas. Métodos: Estudo experimental, descritivo, transversal, em sete amostras comerciais de salsaparrilha (Smilax officinalis) (A-B), gotu-kola (Centella asiatica) (C-D) e alcaçuz (Glycyrrhiza glabra) (E-G), de diferentes marcas. Procedeu-se à análise das informações da embalagem (origem, parte planta usada, preparação/conservação, posologia, outras informações). Determinou-se o teor de saponinas pelo ensaio de agitação (positivo após formação de espuma persistente por mais de 15 minutos) [3]. Resultados: Das amostras analisadas, apenas a amostra A indica Portugal como país de origem. As raízes (salsaparilha, alcaçuz) e folhas (gotu-kola) foram as partes das plantas utilizadas, como descrito nas monografias [1,4]. A contraindicação na gravidez/amamentação observou-se em quatro amostras (C-F). O alcaçuz interage com antihipertensores e diuréticos, mas apenas a amostra F refere a contraindicação em hipertensos [5]. Diferentes marcas da mesma planta apresentam diferentes modos de preparação/utilização. Apenas as amostras C, D e E apresentam condições de conservação. A presença de saponinas relaciona-se com a capacidade de formação de espuma persistente, ou seja, altura de espuma (<5 mm=sem saponinas; 5-9 mm=teor baixo; 10-14 mm=teor moderado; altura ≥15 mm=teor elevado) [3]. Todas as plantas apresentam saponinas, tendo o alcaçuz teores mais elevados (74,7±4,5mm amostra E; 35,0±0,0mm amostra F). Conclusão: As informações presentes permitem realizar escolhas informadas e utilização segura das plantas medicinais. A variação no teor de saponinas depende da espécie, idade, parte da planta, fase de desenvolvimento, fatores ambientais/agronómicos.  

Referências

[1] Cunha, AP. Farmacognosia e Fitoquímica. Fundação Calouste Gulbenkian: Lisboa, Portugal, 2005.

[2] Sharma, P; Tyagi, A; Bhansali, P; Pareek, S; Singh, V; Ilyas, A; et al. Saponins: Extraction, bio-medicinal properties and way forward to anti-viral representatives. Food and Chemical Toxicology 2021, 150.

[3] Zapata, K; Rodr, Y; Lopera, SH; Cortes, FB; Development of Bio-Nanofluids Based on the Effect of Nanoparticles’ Chemical Nature and Novel Solanum torvum Extract for Chemical Enhanced Oil Recovery (CEOR) Processes. Nanomaterials (Basel), 2022, 12, 3214.

[4] Cunha, AP; Silva, AP; Roque, OR. Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia. 3ª ed.; Fundação Calouste Gulbenkian: Lisboa, Portugal, 2009.

[5] Wahab, S; Annadurai, S; Abullais, SS; Das, G; Ahmad, W; Ahmad, MF; Kandasamy, G; Vasudevan, R; Ali, MS; Amir, M. Glycyrrhiza glabra (Licorice): A Comprehensive Review on Its Phytochemistry, Biological Activities, Clinical Evidence and Toxicology. Plants (Basel, Switzerland) 2021, 10, 2751.

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Publicado

28-08-2026

Como Citar

Pereira, M. J., Alves, B., Pinto, C., Ferreira, M. J., Silva, M., Fernandes, R., … Pinho, C. (2026). Plantas Medicinais Comercializadas Secas: Análise da Informação Presente nas Embalagens e do Teor de Saponinas. Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health, 3(2), 25. https://doi.org/10.26537/prpaeh.v3i2.6137

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