A PROMOÇÃO DE CONHECIMENTO PELO MOVIMENTO ASSOCIATIVO
MEMÓRIA DO II CONGRESSO BRASILEIRO DE ARQUIVOLOGIA
DOI:
https://doi.org/10.34630/xiedicic.vi.6766Palavras-chave:
Movimento associativo, Arquivologia, História da Arquivologia no Brasil, Evento científicoResumo
No Brasil, o movimento associativo iniciou em 1971, com a criação da Associação dos Arquivistas Brasileiros (AAB), no Rio de Janeiro. A AAB promoveu ciclos de estudos, conferências e demais eventos que visavam a produção do conhecimento no campo dos arquivos. Outra importante contribuição da Associação foi a criação do primeiro evento científico da Arquivologia no Brasil, o Congresso Brasileiro de Arquivologia. A primeira edição do Congresso aconteceu entre os dias 15 e 20 de outubro de 1972, no antigo estado da Guanabara, atual Rio de Janeiro. A segunda edição do CBA deu-se em São Paulo, de 24 a 29 de novembro de 1974. Diferindo da primeira edição, e das subsequentes, a organização do evento coube a uma empresa terceirizada. A AAB promoveu dezessete edições do CBA, sendo a última ocorrida em 2012 sendo, posteriormente, extinta no ano de 2015. Observa-se que a história do movimento associativo apresenta uma lacuna em relação à edição do II CBA. Não encontramos, na produção da área, pesquisas efetivas sobre essa edição do Congresso, assim como os anais, que não foram publicados. A partir desta constatação, essa investigação tem como problema buscar conhecer quais foram os temas e as discussões apresentados durante o II CBA. Justifica-se esse estudo para compreender quais conhecimentos estavam sendo debatidos e produzidos à época, além de quais ideias e inovações circulavam entre pesquisadores, acadêmicos, estudantes e profissionais da Arquivologia. A pesquisa se propõe a resgatar a memória da segunda edição do Congresso Brasileiro de Arquivologia. Como objetivos específicos busca-se conhecer os diferentes períodos de estruturação do movimento associativo no Brasil e quais foram as discussões e contribuições do II CBA. O referencial teórico pauta-se nas pesquisas de Souza (2011), Crivelli e Bizello (2012), Silva (2013), Marques, Rodrigues e Santos (2014), Melo e Esteves (2023) e Melo e São Paio (2025) que abordam o associativismo de arquivistas como um segmento relevante na história da Arquivologia brasileira. A pesquisa é de caráter descritiva, bibliográfica e documental, cuja abordagem é qualitativa. A investigação fundamentou-se na análise documental, tendo como corpus os fundos José Pedro Pinto Esposel e o fundo da Associação dos Arquivistas Brasileiros (AAB), sob a custódia da Coordenação do Curso de Arquivologia da Universidade Federal Fluminense e do Arquivo Nacional, respectivamente. Os resultados da pesquisa indicam que a programação contou com seis Sessões Plenárias e três mesas redondas. A ausência de relatórios inviabilizou uma análise mais precisa acerca do aspecto quantitativo da assistência presente ao evento. Contudo, foram aprovadas 11 recomendações, destacando-se a proposta de regulamentação da profissão de arquivista, com formação superior, e de técnico de arquivo. Ao identificar uma parcela da memória do II CBA, resgata-se e consolida-se a história da Arquivologia no Brasil sob o ponto de vista científico.
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