Infoeducação e formação crítica: desafios das políticas públicas na construção dos saberes informacionais
DOI:
https://doi.org/10.34630/xiedicic.vi.6705Palavras-chave:
Infoeducação, Reformas Educacionais, Políticas de Informação, Instituto Federal de Educação, Ciência e TecnologiaResumo
O presente trabalho analisa os impactos das reformas educacionais implementadas entre 2016 e 2019, incluindo a Lei nº 13.415/2017 (Reforma do Ensino Médio), a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM) e a Emenda Constitucional nº 95/2016 (teto de gastos), nas políticas de informação e inclusão social das bibliotecas educativas públicas dos Institutos Federais de Educação (IFs) no Brasil. A análise é fundamentada na questão de pesquisa: Quais mudanças promovidas pelas reformas educacionais e a Emenda Constitucional 95, operacionalizadas na sociedade, influenciam no investimento e no desenvolvimento das políticas de informação e de inclusão social das bibliotecas educativas públicas dos Institutos Federais de Educação no Brasil? O estudo combina pesquisa bibliográfica e documental, com enfoque na abordagem da infoeducação, proposta por Edmir Perrotti, e nas teorias de Paulo Freire, destacando a importância das bibliotecas como espaços de mediação cultural e formação de saberes informacionais. Os achados do estudo confirmam a hipótese de um desmonte gradativo da educação pública e da profissão bibliotecária nos IFs, intensificado pelas reformas neoliberais e pelos cortes orçamentários. A precarização das bibliotecas, a invisibilidade do bibliotecário e a desarticulação na implementação das reformas comprometem o desenvolvimento de políticas de informação e inclusão social, perpetuando a fragmentação entre biblioteca e educação.
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