REPARAÇÃO EPISTÊMICA E ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO:
UMA ANÁLISE DA REPRESENTAÇÃO DE GÊNERO EM TESAUROS À LUZ DA INTERSECCIONALIDADE E DA DECOLONIALIDADE
DOI:
https://doi.org/10.34630/xiedicic.vi.6574Palavras-chave:
Gênero, tesauros, organização social e crítica do conhecimento, interseccionalidade, decolonialidadeResumo
De que maneira os estudos de gênero podem contribuir para a explicitação dos modos de tratamento, conceituação e hierarquização de gênero manifestos nos Sistemas de Organização do Conhecimento (SOC)? Visando responder a essa questão, o estudo se propõe a investigar como os termos gênero e sexualidade são conceituado e hierarquizados em tesauros especializados. Metodologicamente, trata-se de pesquisa qualitativa, do tipo bibliográfica, descritiva e exploratória, que utilizou a análise de conteúdo como método operacional (Bardin, 2016), fazendo uso das lentes teóricas da Decolonialidade e da Interseccionalidade para interpretar as questões de gênero e sexualidade. Como objeto, foram selecionados seis instrumentos que convergem com a temática, considerando critérios como relação com os estudos de gênero, abrangência temática, origem geográfica e estarem em acesso aberto. Como resultado, a análise dos tesauros evidenciou uma lacuna na articulação entre as concepções de gênero e os debates sobre colonialidade e interseccionalidade. A pesquisa revela a necessidade de construção de um novo tesauro de gênero que considere interseccionalidade e decolonialidade em diálogo com as garantias literária, cultural e científica, adotando uma perspectiva rizomática para compreender a fluidez e complexidade das dinâmicas de gênero.
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