Infoeducação e formação crítica: desafios das políticas públicas na construção dos saberes informacionais

Autores

  • Maria Eliziana Pereira de Sousa
  • Gustavo Henrique de Araújo Freire
  • João Vilian de Moraes Lima Marinus

DOI:

https://doi.org/10.34630/xiedicic.vi.6705

Palavras-chave:

Infoeducação, Reformas Educacionais, Políticas de Informação, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia

Resumo

presente trabalho analisa os impactos das reformas educativas implementadas entre 2016 e 2019, incluindo a Lei n.º 13.415/2017 (Reforma do Ensino Secundário), a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), as Directrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Secundário (DCNEM) e a Emenda Constitucional n.º 95/2016 (teto das despesas), nas políticas de informação e de inclusão social das bibliotecas educativas públicas dos Institutos Federais de Educação (IFs) no Brasil. A análise fundamenta-se na seguinte questão de investigação: Que mudanças promovidas pelas reformas educativas e pela Emenda Constitucional n.º 95, operacionalizadas na sociedade, influenciam o investimento e o desenvolvimento das políticas de informação e de inclusão social das bibliotecas educativas públicas dos Institutos Federais de Educação no Brasil?

O estudo combina investigação bibliográfica e documental, com enfoque na abordagem da infoeducação, proposta por Edmir Perrotti, e nas teorias de Paulo Freire, destacando a importância das bibliotecas enquanto espaços de mediação cultural e de formação de saberes informacionais. Os resultados confirmam a hipótese de um desmantelamento progressivo da educação pública e da profissão de bibliotecário nos IFs, intensificado pelas reformas neoliberais e pelos cortes orçamentais. A precarização das bibliotecas, a invisibilidade do bibliotecário e a desarticulação na implementação das reformas comprometem o desenvolvimento de políticas de informação e de inclusão social, perpetuando a fragmentação entre biblioteca e educação.

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Publicado

2026-01-13

Edição

Secção

Artigos