Futebol – O caminho de África até à Europa
DOI:
https://doi.org/10.34630/erei.vi1.3852Palavras-chave:
Futebol, África, Emigração, Colonialismo Português Em ÁfricaResumo
À semelhança do seu passado, a África desempenha no mundo do futebol, um papel semelhante ao que desempenhou ao longo da História, se olharmos para a criação de alguns dos impérios mais poderosos do mundo (o Português, Francês ou Inglês, por exemplo) – enquanto “fornecedora” de mão-de-obra quase ilimitada.
A África está ainda à procura do seu lugar próprio no mapa mundial do futebol. Com uma história recente repleta de conflitos sociais, guerras civis e discriminação social, foi possivelmente neste continente que o desporto foi visto pela primeira vez como um meio para a evolução social e como um ‘pacificador’. Embora estes problemas também existam nos estádios africanos, os adeptos de todo o continente vão aos jogos para celebrar e socializar; numa realidade constantemente envolta em conflitos e opressão, o futebol é como uma ‘luz no fundo do túnel’ para aqueles que acreditam num continente sustentado por relações políticas saudáveis entre países, valores democráticos e ‘utilização’ socialmente justa do potencial de um país – e sempre para o lucro do próprio povo.
Mas enquanto alguns veem a tentativa de usar o futebol para esse objetivo, outros veem-no como o seu bilhete de saída do país, para evitar envolvimento nos conflitos militares e procurar melhores condições de vida para eles e para as suas famílias (tanto aqueles que os acompanham e aqueles que permanecem em África). Outros, ainda, tentam aproveitar ao máximo a vontade dos outros para deixar uma realidade social menos favorável; Portugal, pelo seu passado como país colonizador, também viu nos jogadores africanos uma forma de desenvolver o fenómeno do futebol no seu território europeu.
Este artigo tenta analisar a influência do colonialismo português na emigração de jogadores africanos para a Europa, visto que Portugal se apresenta como um dos maiores ‘importadores’ desses jogadores.
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