Barreiras e facilitadores que afetam o atendimento a utentes mais velhos, em farmácia comunitárias: focus group a profissionais de farmácia

Autores

  • Rita Pedro REQUIMTE/LAQV, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico do Porto
  • Rui Resende Escola Superior de Desporto e Lazer, Instituto Politécnico de Viana do Castelo; SPRINT - Sport, Physical Activity and Health Research & Innovation Center – (Centro de investigação & inovação do desporto, atividade física e saúde), R. Dom Moisés Alves Pinho 4900, 4910-023 Viana do Castelo, Portugal
  • Ramona Mateos-Campos Faculdade de Farmácia da Universidade de Salamanca, Campus Miguel de Unamuno, C. Lic. Méndez Nieto, s/n, 37007 Salamanca, Espanha
  • Agostinho Cruz REQUIMTE/LAQV, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico do Porto, Rua Dr. António Bernardino de Almeida, 4200-072 Porto, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.26537/prpaeh.v3i2.6139

Palavras-chave:

Barreiras, Facilitadores, farmácia comunitária, adulto mais velho

Resumo

Enquadramento: O papel dos profissionais de farmácia tem vindo a evidenciar-se cada vez mais, nos últimos anos (1–3). Estes são, provavelmente, os profissionais de saúde mais acessíveis para a comunidade em geral, pelo acesso às farmácias comunitárias. O público que acorre às farmácias comunitárias é  bastante diversificado, contudo os adultos mais velhos frequentam estes espaços de forma mais habitual (4–6). Segundo o Eurostat, em 2050, a população da  União Europeia com mais de 65 anos representará 29,5% (7). Objetivo: O objetivo deste trabalho é identificar barreiras e facilitadores, percecionados pelos profissionais de farmácia, que influenciam o atendimento de utentes mais velhos, nas farmácias comunitárias portuguesas. Métodos: Realizaram-se 4 focus group, num total de 18 profissionais de farmácia. Os critérios de inclusão definidos foram: estar a trabalhar em farmácia comunitária e ter experiência de, pelo menos, 3 anos. As entrevistas foram transcritas ad verbatim e os dados foram analisados através do Nvivo®. Resultados: Da análise dos focus group identificaram-se diversas barreiras e facilitadores, que foram organizadas em 4 categorias: centradas na sociedade, no espaço físico, nos adultos mais velhos e nos profissionais de farmácia. As barreiras e os facilitadores foram classificados segundo as mesmas categorias. Das barreiras identificadas destacam-se os corredores e acessos (espaço físico), a literacia do medicamento (adultos mais velhos) e a falta de tempo (profissionais de farmácia). Relativamente aos facilitadores, a gestão de receitas, o atendimento sentado, as competências humanas e as estratégias para cumprimento foram os mais evidenciados em cada uma das categorias, respetivamente. Conclusões: A identificação de barreiras e de facilitadores é fundamental para que seja possível tornar o ambiente da farmácia comunitária mais seguro e inclusivo para todos. Esta deteção e identificação de medidas de mitigação são determinantes para um atendimento de qualidade aos utentes mais velhos.

Referências

1. WHO. The legal and regulatory framework for community pharmacies in the WHO European Region [Internet]. World Health Organization. Regional Office for Europe; 2019 [citado 12 de julho de 2024]. Disponível em: https://iris.who.int/handle/10665/326394

2. Portaria n.o 1429/2007 de 2 de novembro [Internet]. Diário da República, 1.a série — N.o 211 — 2 de Novembro de 2007 2007. Disponível em: https://diariodarepublica.pt/dr/legislacao-consolidada/portaria/2007-115010275

3. Portaria n.o 97/2018 de 9 de abril [Internet]. Diário da República, 1.a série — N.o 69 — 9 de abril de 2018 2018. Dis-ponível em: https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/portaria/97-2018-115006162

4. WHO. Medication safety in polypharmacy: technical report [Internet]. World Health Organization; 2019 [citado 17 de julho de 2024]. Report No.: WHO/UHC/SDS/2019.11. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/medication-safety-in-polypharmacy-technical-report

5. Mair A, Fernandez-Llimos F, Alonso A, Harrison C, Hurding S, Kempen T, et al. Polypharmacy Management by 2030: a patient safety challenge. SIMPATHY Consort [Internet]. 2017 [citado 17 de julho de 2024]; Disponível em: https://estudogeral.uc.pt/handle/10316/101149

6. Midão L, Giardini A, Menditto E, Kardas P, Costa E. Polypharmacy prevalence among older adults based on the sur-vey of health, ageing and retirement in Europe. Arch Gerontol Geriatr. outubro de 2018;78:213–20.

7. Eurostat. Ageing Europe [Internet]. 2024 [citado 18 de julho de 2024]. Disponível em: https://ec.europa.eu/eurostat/cache/digpub/ageing/

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Publicado

28-08-2026

Como Citar

Pedro, R., Resende , R., Mateos-Campos, R., & Cruz, A. (2026). Barreiras e facilitadores que afetam o atendimento a utentes mais velhos, em farmácia comunitárias: focus group a profissionais de farmácia . Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health, 3(2), 39. https://doi.org/10.26537/prpaeh.v3i2.6139

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