JUSTIÇA INFORMACIONAL E JUSTIÇA AMBIENTAL PARA REFUGIADOS CLIMÁTICOS
PERSPECTIVAS EM TEMPOS DE ANTROPOCENO
DOI:
https://doi.org/10.34630/xiedicic.vi.6961Palavras-chave:
refugiados climáticos, justiça informacional, justiça ambiental, antropoceno, justiça climáticaResumo
Este artigo discute os desafios enfrentados pelos refugiados climáticos, destacando as consequências da falta de reconhecimento legal dessa categoria sob as perspectivas da justiça informacional e justiça ambiental. Partindo do contexto do Antropoceno, evidenciamos como as populações mais vulneráveis do Sul Global, embora menos responsáveis pela crise climática, são as mais afetadas. Analisamos os obstáculos históricos e políticos que impedem o reconhecimento desses indivíduos como sujeitos de direitos, revelando as dinâmicas de poder por trás da resistência ao termo "refugiado climático". Com base em revisão bibliográfica, articulamos os conceitos de justiça informacional e ambiental, demonstrando sua interdependência na análise das desigualdades ambientais. A metodologia combina revisão bibliográfica interdisciplinar (Ciência da Informação, Direito Internacional e Direitos Humanos) com análise documental de iniciativas lideradas por refugiados climáticos nas mídias sociais Facebook, YouTube e Instagram. Foram estudados três projetos geridos diretamente por refugiados climáticos, evidenciando sua capacidade de mobilização apesar das adversidades. Os resultados, contudo, indicam participação ainda restrita nas plataformas, associada à falta de reconhecimento jurídico da categoria e à escassez de apoios institucionais, o que limita sua visibilidade e ação no espaço informacional.
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