An in vivo model of ischemic stroke to study potential pharmacological targets

Autores

  • Priscila Mendes H&TRC – Health and Technology Research Center, ESTeSL – Lisbon School of Health and Technology, Instituto Politécnico de Lisboa https://orcid.org/0000-0002-0013-3140
  • João Solas H&TRC – Health and Technology Research Center, ESTeSL – Lisbon School of Health and Technology, Instituto Politécnico de Lisboa
  • Sofia Santos iMed.ULisboa, Faculdade de Farmácia, Universidade de Lisboa
  • Adelaide Fernandes iMed.ULisboa, Faculdade de Farmácia, Universidade de Lisboa https://orcid.org/0000-0002-2782-9519
  • Bernardo Ratilal Hospital CUF Descobertas, CUF Academic Center; Clínica Universitária de Neurocirurgia, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa
  • Vanessa Mateus H&TRC – Health and Technology Research Center, ESTeSL – Lisbon School of Health and Technology, Instituto Politécnico de Lisboa ; iMed.ULisboa, Faculdade de Farmácia, Universidade de Lisboa https://orcid.org/0000-0002-3204-3772
  • João Rocha iMed.ULisboa, Faculdade de Farmácia, Universidade de Lisboa https://orcid.org/0000-0002-0303-8085

DOI:

https://doi.org/10.26537/prpaeh.v1i3.5382

Palavras-chave:

stroke, ischemia, reperfusion, neuroinflamation

Resumo

Enquadramento: O enfarte isquémico é causado por uma disrupção focal no fluxo sanguíneo cerebral devido à oclusão de um vaso sanguíneo, habitualmente da artéria cerebral média (ACM) [1]. A cascata isquémica resulta em morte neuronal e resposta inflamatória, incluindo à ativação in situ da microglia. A inflamação pode ser uma espada de dois gumes pois por um lado tem também um papel importante na reparação do tecido cerebral, mas por outro pode causar dano no tecido cerebral [2]. O único tratamento farmacológico aprovado tem fortes limitações que dependentes do tempo decorrente após a isquemia. Apesar dos esforços, mão existem agentes neuroprotetores comprovadamente eficazes na população humana. Objetivos: O objetivo é clarificar o comportamento das células cerebrais durante as diferentes fases da isquemia-reperfusão, contribuindo para o aumento dos alvos farmacológicos que possam potenciar terapêuticas neuroprotetoras. Métodos: O modelo in vivo de oclusão da artéria cerebral média (OACM) foi desenvolvido (n=8). Os ratos foram aleatoriamente divididos em dois grupos 1) Animais expostos a 1h de isquemia (I1h) and 2) Animais expostos a 1h de isquemia seguido de 1h de reperfusão (I/R1h). Os cérebros foram removidos e a expressão dos marcadores sinápticos (PSD-95, Syn), dos mediadores inflamatórios (TNF-α, IL-1β, IL-10), dos marcadores da microglia (Iba1, iNOS, Arg) e dos astrócitos (GFAP, S100B) foram determinados por qRealTime-PCR e Western Blot. Resultados: Verificámos uma diminuição da expressão de PSD-95 e Syn no hemisfério ipsilateral de ambos os grupos (~0.5 fold-I 1h; ~0.5 fold-I/R 1h) comparativamente ao hemisfério contralateral. Os níveis de IL-10 estavam diminuídos no hemisfério ipsilateral de ambos os grupos (~0.2 fold-I 1h; ~0.4 fold-I/R 1h) comparativamente ao hemisfério contralateral. O TNF-α estava aumentado no grupo I/R 1h, comparativamente ao grupo I 1h. A expressão de Iba1 e GFAP estavam diminuídas no hemisfério ipsilateral do grupo I/R 1h (~0.4 fold e 0.8 fold, respetivamente). Conclusão: Os nossos resultados fortalecem o modelo OACM como um potencial modelo para o estudo da neuroinflamação como alvo farmacológico. Mais investigação é necessária para clarificar as alterações cerebrais ao longo tempo.

Referências

Ng YS, Stein J, Ning M, Black-Schaffer RM. (2007). Comparison of clinical characteristics and functional outcomes of ischemic stroke in different vascular territories. Stroke (2007), 38(8):2309-14. https://doi.org/10.1161/STROKEAHA.106.475483

Jayaraj RL, Azimullah S, Beiram R. et al. Neuroinflammation: friend and foe for ischemic stroke. J Neuroinflammation (2019),16:142. https://doi.org/10.1186/s12974-019-1516-2

Ratilal BO, Arroja MM, Rocha JP, Fernandes AM, Barateiro AP, Brites DM, Pinto RM, Sepodes BM, Mota-Filipe HD. Neuroprotective effects of erythropoietin pretreatment in a rodent model of transient middle cerebral artery occlusion. J Neurosurg (2014), 121(1):55-62. https://doi.org/10.3171/2014.2.JNS132197

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Publicado

04-12-2023

Como Citar

Mendes, P., Solas, J., Santos, S., Boralho, A., Ratilal, B., Mateus, V., & Rocha, J. (2023). An in vivo model of ischemic stroke to study potential pharmacological targets. Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health, 1(3), 24. https://doi.org/10.26537/prpaeh.v1i3.5382