A obrigatoriedade do voluntariado – análise às motivações dos bombeiros voluntários e/ou contratados

  • Carla da Conceição Ribeiro da Silva ESTG
  • José António Oliveira Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Felgueiras
  • Marisa José Ferreira Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Felgueiras /IPP
Palavras-chave: Voluntariado, Motivações, Gestão de Recursos Humanos, OSFL, Associações Humanitárias de Bombeiros.

Resumo

No universo das organizações sem fins lucrativos (OSFL), o trabalho voluntário assume particular importância (Ferreira, Proença e Proença, 2008). A crescente importância do chamado Terceiro Setor (Seibel e Anheier, 1990) na esfera nacional coloca vários desafios à gestão de recursos humanos, pois, como afirma Salamon (1997, p. 105), quanto mais “estas organizações se empenham na solução dos problemas sociais, mais crescem as pressões para, as mesmas, aperfeiçoarem os seus sistemas de administração e o seu desempenho”. Constatando que, segundo dados do INE de 2011, são as OSFL as entidades que mais usufruem da força de trabalho voluntário e de em Portugal, depois das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, é nos bombeiros que existe maior número de voluntários em órgãos sociais e de voluntários regulares (OEFP, 2008), justifica-se o contributo desta investigação. Adicionalmente, de acordo com a legislação em vigor, o bombeiro só é profissional/assalariado na condição de ser previamente voluntário, sendo que quando esta condição não se verifica, as consequências para a sua atividade podem ser inúmeras. Assim, estas condições parecem fornecer relevo a um estudo aprofundado no sentido de aferir das motivações e voluntariedade do referido serviço.
A motivação como processo psicológico complexo que resulta de uma interação entre o indivíduo e o ambiente que o rodeia (Latham e Pinder, 2005) ou como o “conjunto de forças «energéticas» que fazem com que um indivíduo inicie um comportamento relacionado com o trabalho e determine a sua forma, direção, intensidade e duração” (Ferreira, et al., 2008, p. 45), nos voluntários, mais do que satisfatória de necessidades psicológicas, baseia-se, segundo Tschirhart (2001), em desejos psicológicos e sociais. Por pretendermos compreender e aceder às verdadeiras motivações dos voluntários, fazêmo-lo recorrendo à perspetiva funcionalista da motivação (Clary e Snyder, 1991; Clary et al.,1998; Omoto e Snyder, 1990, 1995; Snyder e Omoto, 2009).
Este estudo pretende investigar natureza voluntária e as motivações dos bombeiros voluntários e/ou contratados das associações humanitárias de bombeiros, existentes no território continental, na prestação do serviço voluntário utilizando uma metodologia quantitativa através da aplicação de um inquérito por questionário baseado no Volunteer Functions Inventory, numa escala tipo Likert (Clary et al., 1998) enviado através dos comandos distritais de Portugal continental que procedem à respetiva redistribuição aleatoriamente, garantindo, assim, a proximidade com a população em estudo.

Biografias Autor

Carla da Conceição Ribeiro da Silva, ESTG

Estudante do Mestrado GO3S

José António Oliveira, Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Felgueiras

Docente

Marisa José Ferreira, Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Felgueiras /IPP

Docente

Publicado
2018-11:-26
Como Citar
Silva, C. da C. R. da, Oliveira, J. A., & Ferreira, M. J. (2018). A obrigatoriedade do voluntariado – análise às motivações dos bombeiros voluntários e/ou contratados. Investigação E Intervenção Em Recursos Humanos, (7). Obtido de http://parc.ipp.pt/index.php/iirh/article/view/2669