O Processo de Expatriação na perspetiva dos trabalhadores – o caso de uma empresa do setor automóvel

  • Patrícia Pires
  • José Manuel Gameiro Rebelo dos Santos

Resumo

A expatriação é uma das formas de mobilidade internacional e o foco central deste estudo, sendo este um processo complexo e normalmente com muita turbulência, o que remete para a importância da sua gestão de forma atenta e cuidada pois a sua incorreta definição e gestão coloca em causa o sucesso dos mesmos.
O objetivo geral deste estudo é descrever e analisar a perspetiva dos trabalhadores de uma filial do sector automóvel relativamente ao processo de expatriação.
Como objetivos específicos pretende-se, descrever o processo de expatriação; identificar o perfil dos expatriados; perceber o que levou cada trabalhador a aceitar este desafio; identificar as maiores dificuldades sentidas e o grau de satisfação dos trabalhadores com este mesmo processo.
O presente estudo foi realizado numa empresa alemã do setor automóvel que tem como sua principal atividade a produção de componentes para automóveis, sedeada no parque industrial da Autoeuropa.
Em termos metodológicos optou-se pelo estudo de caso. Como técnicas de recolha de dados será utilizada a observação direta, a análise documental e o inquérito por entrevista semi-estruturada.
Do universo de 24 trabalhadores em processos de expatriação foi constituída uma amostra de conveniência com 12 trabalhadores. Entre os resultados apurados podemos sublinhar o facto da língua constituir um obstáculo à plena integração no caso dos trabalhadores que foram destacados para a Alemanha; uma outra dificuldade é ausência da família e amigos; A gestão do processo, nomeadamente nas organizações de acolhimento é também apontada como um problema com algumas consequências no âmbito da integração.

Publicado
2016-01:-28
Como Citar
Pires, P., & Santos, J. (2016). O Processo de Expatriação na perspetiva dos trabalhadores – o caso de uma empresa do setor automóvel. Investigação E Intervenção Em Recursos Humanos, (6). https://doi.org/10.26537/iirh.v0i6.2376