Incentivos Não-Pecuniários dos Gestores de Topo

  • Bianca Toma

Resumo

Nos dias de hoje, tem-se revelado muito importante para as organizações a qualidade do empenho profissional dos seus gestores de topo. Como tal, o tema referente à compensação e à motivação dos executivos de topo tem gerado várias discussões académicas e empresariais. Este trabalho tem como objetivos perceber qual o impacto dos incentivos não-pecuniários na motivação dos gestores de topo e qual a articulação entre os incentivos pecuniários e não-pecuniários. Precisamente porque a base salarial destes profissionais é bastante acima da média, torna-se interessante compreender quais os incentivos não-pecuniários que as organizações oferecem, ou deveriam oferecer, e que podem marcar a diferença para um gestor de topo. Esta pesquisa apresenta, em primeiro lugar, uma revisão de literatura da psicologia social e organizacional e também alguma literatura em economia sobre temas como a motivação, os sistemas de incentivos pecuniários e não-pecuniários e os seus efeitos, tendo-se procurado literatura que trata mais especificamente da categoria profissional dos executivos de topo. Em segundo lugar, na pesquisa empírica entrevistámos onze gestores de topo de várias organizações. Em termos metodológicos, optámos pela análise de conteúdo dos dados recolhidos nas entrevistas. Os resultados indicam que, apesar dos gestores valorizarem os incentivos não-pecuniários, não estariam dispostos a trocá-los por uma diminuição dos incentivos pecuniários. Observámos ainda a existência de alguma discrepância entre os fatores que os gestores declaram ser motivadores e os incentivos que declaram receber das suas empresas.

Publicado
2016-01:-26
Como Citar
Toma, B. (2016). Incentivos Não-Pecuniários dos Gestores de Topo. Investigação E Intervenção Em Recursos Humanos, (6). https://doi.org/10.26537/iirh.v0i6.2361