A gestão do retorno dos repatriados portugueses: práticas de repatriamento de uma amostra de empresas em Portugal.

  • Ana Pinheiro Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), DINAMIA’CET, Lisboa, Portugal
  • Fátima Suleman Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), DINAMIA’CET, Lisboa, Portugal

Abstract

A repatriação de expatriados tem sido objeto de estudos académicos e de preocupações por parte dos gestores de recursos humanos de empresas internacionalizadas. Uma deficiente gestão de repatriados pode ter custos elevados para empresa, especialmente a perda de competências acumuladas durante a missão internacional. Esta pesquisa pretende compreender o papel que as empresas têm na gestão da repatriação e consequentes efeitos na retenção/turnover do repatriado. O objetivo deste estudo é analisar as práticas de gestão do processo de repatriação numa amostra de empresas que operam em Portugal. Mais especificamente pretende-se i) analisar as práticas de GRH utilizadas nos programas de Gestão Internacional de Recursos Humanos (GIRH) das empresas em estudo; ii) identificar diferenças das práticas em relação ao país de acolhimento, iii) comparar práticas de GRH consoante a função que o expatriado desempenha, de modo a identificar semelhanças/diferenças nos níveis hierárquicos; iv) comparar as práticas de GRH, utilizadas nos programas de GIRH, entre empresas do mesmo setor de atividade e v) analisar os impactos das práticas na retenção de expatriados.
A análise empírica é suportada numa amostra de empresas que operam em Portugal (n=48). As práticas de repatriação foram estudadas a partir de um inquérito original aplicado por via online. Os resultados preliminares sugerem semelhanças significativas nas práticas utilizadas em relação ao país de internacionalização. Existem igualmente semelhanças intra-setoriais, mas não é possível concluir acerca de um padrão de políticas e práticas entre as empresas do mesmo setor. Relativamente às diferenças em função dos níveis hierárquicos, os resultados indicam que praticamente não há diferenças para níveis distintos e quando encontradas, as mesmas não parecem estar relacionadas com a missão internacional. A evidência empírica aponta para um padrão geral de práticas de repatriação que são adotadas pelas empresas da amostra em Portugal.

Published
2016-01:-26